EPIDEMIOLOGIA
• Cerca de 200 milhões de pessoas no mundo, cerca
de 50% com incontinência urinária de esforço1
• Somente 25 a 61% das sintomáticas buscam
ajuda2
• Não aumenta mortalidade3
, porém leva a:
▪ Piora da qualidade de vida
▪ Disfunção sexual
▪ Morbidade
▪ Aumenta a carga de trabalho do cuidador
TIPOS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Incontinência por
esforço
Urgeincontinência/
Bexiga
hiperativa
Incontinência por
transbordamento
Hipermobilidade uretral
Deficiência intrínseca do
esfíncter
MISTA
Hipocontratilidade do
detrusor
Obstrução extra vesical
FATORES DE RISCO
- Idade avançada, obesidade, tabagismo, paridade,
tipo de parto*, uso de diuréticos, menopausa1
.
Outros fatores: - História familiar, ingestão de cafeína, diabetes,
acidente vascular cerebral, depressão, atrofia
vaginal, exercícios físicos (corridas, saltos),
demência.
NORTEANDO A ANAMNESE…
- Frequência, volume, gatilhos, noctúria, jato fraco,
sensação de esvaziamento incompleto,sensação
de urgência, vazamento contínuo de urina, tempo
dos sintomas, tratamentos prévios e sua resposta,
necessidade de uso de absorventes - Qualidade de vida
IMPORTANTE
• Hábito intestinal!
• Fecalomas podem causar obstrução uretral e
compressão vesical significativa6
ABORDAGEM INICIAL
• Exame físico direcionado:
Inspeção perineal estática com epitélio intensamente
atrófico, pilificação sem alterações, sem lesões.
Inspeção dinâmica: sem perda de urina ou prolapsos
visíveis à manobra de Valsalva.
AFA – 1
Especular: conteúdo fisiológico, colo atrófico sem
lesões
Toque vaginal: útero intrapélvico, colo apagado,
móvel, anexos livres
ABORDAGEM INICIAL
• Solicitar Urina 1 e/ou UROCULTURA
• Exame físico: distopias, alterações neurológicas,
atrofia vaginal, perda de urina com manobras,
dermatite amoniacal
• Realizar diário miccional – ingestão x quantidade
urinada, sintomas de urgência e perdas
• Pad-test
AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
• Estudo urodinâmico: não é de rotina, apenas em
casos de pré operatório, dúvida diagnóstica ou
suspeita de IU Mista1
• Avaliação do resíduo pós miccional (USG ou
sondagem) – obstruções, hipocontratilidade do
detrusor
Consulta de retorno
• UROCULTURA negativa
• Diário miccional: 5 micções espontâneas, 10
perdas ao longo do dia, ao espirrar, tossir ou
levantar-se rapidamente da cama, uso de 5
absorventes noturnos para conter a perda urinaria,
ingestão de 1800 ml de líquidos, diurese 1500 ml
(micção + pad test). Nega sintomas de urgência,
polaciúria ou noctúria.
Tratamento – IUE
1) Clínico1
• Perda de peso4
• Dieta: evitar cafeína, chás, refrigerantes e ingesta
excessiva de água5
• Exercícios perineais – primeira linha7
• Duloxetina VO – aumento da pressão de
resistência uretral, pressão máxima de fechamento
uretral e espessura do esfíncter8
• Estrogênio tópico – em associação com outros
tratamentos9
2) Cirúrgico1
: Colpofixações retropúbicas, sling uretral
3) Cirúrgico ambulatorial1
: TVT – Tension Free
Vaginal Tape
Tratamento – BEXIGA HIPERATIVA
• treinamento vesical: micção programada – taxa de
sucesso de até 80%1
• Exercícios perineais7
• Controle de dieta – café, refrigerantes, chá, ingesta
hídrica5
• Anticolinérgicos VO – segunda linha/adjuvantes
(Oxibutinina, Tolterodina, Darifenacin, Solifenacin) –
avaliação oftalmológica e cardiológica. Efeitos
colaterais: boca seca, constipação, visão borrada e
gastrite10
• Estrogênio tópico9
• Aplicação de toxina botulínica – em casos
refratários1
• Cirurgias em casos de exceção
Tratamento – Incontinência por
transbordamento
• Se prolapso genital – pessário vaginal ou correção
cirúrgica11
• Tratamento cirúrgico para IU prévio?
• Hipoatividade do detrusor: interromper medicações
que diminuam a contratilidade do detrusor e
aumentem o tônus esfincteriano. Ex:
antihistamínicos, descongestionantes,
benzodiazepínicos, opioides. Estimulação sacral,
cateterização intermitente1

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