
INFORMAÇÕES GERAIS
- Título original: The Venetian Betrayal
- Autor: Steve Berry
- Editora: Record
- Ano: 2007
- Série: Cotton Malone #3
SINOPSE
Cotton Malone, ex-agente do Departamento de Justiça americano e hoje dono de uma livraria de livros raros em Copenhague, escapa por pouco de um incêndio criminoso num museu dinamarquês. Sua amiga Cassiopeia Vitt revela que o fogo faz parte de uma onda de incêndios pela Europa, usados para encobrir o roubo de medalhões antigos que retratam Alexandre, o Grande, em batalha contra elefantes. Por trás dos ataques está Irina Zovastina, líder da recém-formada Federação da Ásia Central (erguida sobre as cinzas de antigas repúblicas soviéticas), obcecada pela figura de Alexandre e determinada a repetir suas conquistas, só que usando armas biológicas em vez de exércitos. Zovastina desenvolveu, com a ajuda de Enrico Vincenti, chefe da Liga Veneziana, um arsenal de patógenos letais; a única coisa que a impede de usá-los é a busca por uma antiga “poção” curativa, possivelmente capaz de deter até o HIV, que estaria sepultada junto ao corpo múmia de Alexandre, num túmulo perdido há mais de dois mil anos. Malone e Cassiopeia se veem numa corrida contra o tempo entre Copenhague, Veneza e as montanhas do Paміr, na Ásia Central, para impedir que a arma caia definitivamente nas mãos de Zovastina.
FATOS & FICÇÃO
Morte de Alexandre, o Grande. Ele morreu na Babilônia em 323 a.C., aos 32 anos, após um episódio febril repentino que durou cerca de dez dias. As causas seguem sem consenso entre historiadores. Algumas possibilidades: malária, febre tifoide, envenenamento por estricnina, pancreatite aguda e até síndrome de Guillain-Barré já foram propostas.
Destino do corpo de Alexandre. Diodoro e outras fontes antigas relatam que o cortejo fúnebre, a caminho da Macedônia, foi interceptado por Ptolomeu, um dos generais de Alexandre, que desviou o corpo para o Egito. Teria sido sepultado primeiro em Mênfis e depois transferido para Alexandria, cidade fundada pelo próprio Alexandre.
Localização atual do túmulo. Continua desconhecida e é um dos grandes enigmas arqueológicos ainda em aberto. O local era ponto de peregrinação na Antiguidade (visitado até por César e Augusto), mas se perdeu por volta do século IV d.C., possivelmente destruído por terremotos, enchentes do Nilo ou saques. Diversas expedições modernas (inclusive em Siwa, no Egito) já alegaram tê-lo encontrado, sem confirmação aceita pela comunidade científica.
As Guerras dos Diádocos. A disputa entre os generais de Alexandre (Ptolomeu, Perdicas, Eumenes, entre outros) pelo controle do império após sua morte é historicamente documentada e de fato girou, em parte, em torno de quem controlava seus restos mortais, usados como símbolo de legitimidade.
Hefaestion. General e companheiro mais próximo de Alexandre, seu vínculo (inclusive romântico, segundo relatos antigos) e sua morte prematura, que teria abalado profundamente Alexandre pouco antes de sua própria morte, são registrados por fontes históricas.
“Poção”/soro capaz de curar o HIV, sepultado com Alexandre. Motor fictício do livro, sem qualquer base científica ou histórica.
