
INFORMAÇÕES GERAIS
- Título original: The Last Patriot
- Autor: Brad Thor
- Editora: Sextante
- Ano: 2008
- Série: Scot Harvath #7
- Nº 1 na lista de mais vendidos do The New York Times
SINOPSE
O livro se passa em três linhas do tempo que se cruzam:
- Meca, ano 632 d.C. Pouco antes de morrer, o profeta Maomé compartilha com seus companheiros mais próximos, no Vale de Uranah (Monte Arafat), uma “última revelação”: uma mensagem final que teria sido deliberadamente omitida dos textos islâmicos oficiais por líderes religiosos da época, com medo de seu poder de transformar a lei islâmica.
- Paris, 1789. Thomas Jefferson, histórico ministro dos EUA na França, encarregado de negociar com os piratas berberes do Norte da África, encontra pistas dessa revelação perdida enquanto monta sua coleção de livros raros. Ele esconde suas anotações usando uma espécie de “roda cifrada” (wheel cipher), acreditando que o conteúdo poderia, um dia, pôr fim ao conflito entre Ocidente e mundo islâmico.
- Presente (~ 2008). Um carro-bomba explode em um café de Paris, mirando o historiador Anthony Nichols, que trabalha secretamente a mando da Casa Branca para localizar a revelação perdida a partir dos livros e pistas deixados por Jefferson. Scot Harvath, ex-SEAL e operativo de segurança interna, estava por perto e acaba envolvido na proteção de Nichols. Harvath, o historiador Nichols e a personagem Tracy Hastings seguem pistas de Paris a Roma e Washington, decifrando os enigmas deixados por Jefferson (incluindo uma antiga máquina cifradora). Do outro lado, um ex-agente chamado Matthew Dodd, que se converteu a uma vertente radical do islã após uma perda pessoal, trabalha para um grupo de extremistas decidido a manter a revelação enterrada para sempre, eliminando qualquer um que se aproxime da verdade.
FATOS & FICÇÃO
“Revelação final” escondida de Maomé. Não existe registro histórico ou consenso acadêmico sobre isso. O livro se inspira vagamente em debates reais sobre a formação do Alcorão e em episódios controversos como os chamados “Versículos Satânicos”, um relato antigo sobre Maomé supostamente recitando versos elogiando deusas pagãs antes de retratá-los como “sugestão de Satanás”, tema que também deu nome ao romance de Salman Rushdie.
Thomas Jefferson e o Alcorão. Jefferson realmente possuía um exemplar do Alcorão (tradução de 1734), hoje peça histórica famosa (usada, inclusive, décadas depois, no juramento do primeiro congressista muçulmano dos EUA, Keith Ellison, em 2007). Historiadores atribuem o interesse de Jefferson à curiosidade intelectual e à necessidade de negociar com os piratas berberes.
Cifra de roda ou disco de Jefferson. Jefferson de fato se interessou por criptografia e o “Jefferson disk” é um dispositivo de cifra real associado a ele. O disco de Jefferson era um cilindro com discos giratórios de letras embaralhadas. Você formava a mensagem numa linha, copiava outra linha qualquer como texto cifrado, e só quem tivesse a mesma ordem de discos conseguia girar de volta e reencontrar a frase original.
DHS “Analytic Red Cell”. Foi um programa criado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA após o 11 de Setembro com o objetivo de reunir pessoas de fora da burocracia tradicional (filósofos, programadores e até escritores) para tentar pensar como um terrorista pensaria e antecipar possíveis formas de ataque. Consta que Brad Meltzer, Dan Brown e Brad Thor foram recrutados para escrever cenários de ataques terroristas como parte desse programa.
Controvérsia no mundo islâmico. O livro foi banido na Arábia Saudita devido ao “retrato estereotipado” do Islã. Após a publicação, Thor recebeu ameaças sérias o bastante para que autoridades de segurança recomendassem que ele usasse colete à prova de balas em sessões de autógrafos. Ele chegou, inclusive, a abrir mão da casa da família por segurança.
