O CÓDIGO DA VINCI (Dan Brown)

INFORMAÇÕES GERAIS

  • Título original: The Da Vinci Code
  • Autor: Dan Brown
  • Editora: Arqueiro (Sextante)
  • Ano: 2003
  • Série: Robert Langdon #2

SINOPSE

Jacques Saunière, curador do Museu do Louvre, é assassinado dentro do museu. Antes de morrer, ele posiciona o próprio corpo como o Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci e deixa uma mensagem cifrada que inclui o nome de Robert Langdon. Tratado como suspeito pela polícia francesa, Langdon foge com a ajuda da criptógrafa Sophie Neveu, neta de Saunière.

Os dois descobrem que Saunière liderava o Priorado de Sião, uma sociedade secreta que guardaria a verdade sobre o Santo Graal: ele não seria um cálice, mas a linhagem de Jesus com Maria Madalena. Perseguidos pela polícia e por Silas, um monge da Opus Dei a serviço de um misterioso “Mestre”, Langdon e Sophie seguem pistas escondidas em obras de Leonardo, de Paris a Londres e à Escócia.

FATOS & FICÇÃO

O Priorado de Sião. Na página de abertura, Brown afirma que o Priorado é uma sociedade real, fundada em 1099, e que documentos que comprovam sua existência foram descobertos na Biblioteca Nacional da França. Os documentos existem, mas são uma fraude. O Priorado foi criado em 1956 pelo francês Pierre Plantard, que forjou e plantou na biblioteca os chamados Dossiers Secrets, com listas de supostos grão-mestres como Leonardo, Isaac Newton e Victor Hugo. Em 1993, interrogado por um juiz, Plantard admitiu ter inventado tudo.

Jesus e Maria Madalena. A tese do casamento e da linhagem foi popularizada pelo livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (1982), de Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln. O nome do personagem Leigh Teabing é uma homenagem a dois deles: “Leigh” vem de Richard Leigh e “Teabing” é um anagrama de Baigent. Em 2006, Baigent e Leigh processaram a editora de Brown no Reino Unido por plágio e perderam. Nos evangelhos gnósticos, Maria Madalena aparece como discípula próxima de Jesus, e o Evangelho de Filipe a chama de “companheira”, mas nenhum texto antigo fala em casamento ou filhos. Um ponto que Brown acerta: a imagem de Madalena como prostituta vem de um sermão do papa Gregório I, em 591, que a confundiu com outras mulheres dos evangelhos.

A Última Ceia. No afresco de Leonardo, em Milão, de fato não há um cálice central na mesa. Mas a figura de traços delicados à direita de Jesus, que o livro diz ser Maria Madalena, é para os historiadores da arte o apóstolo João, tradicionalmente retratado jovem e sem barba na pintura renascentista.

O Concílio de Niceia. Teabing diz que a divindade de Jesus foi decidida numa votação apertada em 325, e que Constantino escolheu os evangelhos que entrariam na Bíblia. Os dois pontos são falsos. A crença na divindade de Jesus é anterior ao concílio, e a votação foi quase unânime, com apenas dois bispos contrários. A definição dos livros do Novo Testamento foi um processo gradual, que não passou por Niceia.

A Opus Dei. A organização é real, fundada em 1928 pelo padre espanhol Josemaría Escrivá, e parte de seus membros pratica mortificação corporal, incluindo o uso do cilício. Mas a Opus Dei não tem monges: é formada por leigos e padres. A sede em Nova York, na Lexington Avenue, existe e é descrita corretamente.

A Linha Rosa e Saint-Sulpice. A linha de latão no chão da igreja de Saint-Sulpice, em Paris, é real, mas é um gnômon do século XVIII usado para determinar a data da Páscoa. Com a enxurrada de turistas, a paróquia colocou uma placa informando que ali nunca houve templo pagão nem uma “Linha Rosa”. O meridiano de Paris existe, e os medalhões com o nome de Arago espalhados pela cidade são uma obra de arte instalada em 1994.

A pirâmide do Louvre. O livro repete o boato de que a pirâmide teria 666 painéis de vidro, a pedido do presidente Mitterrand. Na verdade, são 673 (603 losangos e 70 triângulos).

Os Templários e a Capela de Rosslyn. A prisão em massa dos Cavaleiros Templários ordenada pelo rei Filipe IV numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, é real. Mas a ideia de que isso deu origem à superstição da sexta-feira 13 é um mito moderno. A Capela de Rosslyn, na Escócia, existe e é cheia de simbolismo, mas sua ligação com os Templários é especulativa, já que foi construída no século XV, mais de cem anos depois da extinção da ordem.

Uma aventura imperdível em Jerusalém.

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