
INFORMAÇÕES GERAIS
- Título original: The Black Widow
- Autor: Daniel Silva
- Editora: HarperCollins
- Ano: 2016
- Série: Gabriel Allon #16
SINOPSE
Gabriel Allon, lendário espião e restaurador de arte, está prestes a assumir o comando dos serviços secretos israelitas. Mas, na véspera da promoção, uma tragédia o arrasta de volta ao trabalho de campo para uma última operação. O Estado Islâmico (ISIS) acaba de detonar uma bomba no bairro do Marais, em Paris, e um governo francês desesperado pede a Gabriel que localize e elimine o responsável antes de um novo ataque. O homem por trás da explosão é conhecido apenas pelo codinome “Saladino”, um cérebro terrorista tão ambicioso quanto seu nome de guerra sugere, tão esquivo que nem sua verdadeira nacionalidade é conhecida, protegido por uma rede de comunicação criptografada que mantém o Ocidente inteiramente às escuras sobre seus planos.
Sem alternativa, Gabriel decide infiltrar uma agente dentro do califado do Estado Islâmico. Uma jovem médica corajosa e talentosa, que assumirá a identidade de uma recruta do ISIS disposta a se tornar homem-bomba, uma “viúva negra” à espera do momento de agir. A missão a leva dos subúrbios inquietos de Paris à ilha grega de Santorini, e depois ao coração brutal do califado, numa corrida contra o tempo que culmina em Washington, onde Saladino planeja uma noite de terror apocalíptico capaz de mudar o curso da história.
FATOS & FICÇÃO
Estado Islâmico (ISIS/ISIL) e sua rede de atentados na Europa. Entre 2015 e 2016, o grupo terrorista reivindicou uma série de ataques na Europa, incluindo os atentados de Paris em novembro de 2015 (mais de 130 mortos) e de Bruxelas em março de 2016 (mais de 30 mortos). O detalhe é que esses episódios, segundo o próprio autor relata na introdução do livro, ocorreram enquanto ele já estava escrevendo a trama, tornando as semelhanças entre ficção e realidade especialmente inquietantes.
O codinome “Saladino”. É inspirado na figura histórica real de Salah ad-Din (Saladino), sultão curdo do século XII que unificou forças muçulmanas, retomou Jerusalém dos cruzados em 1187 e se tornou símbolo histórico de liderança militar islâmica.
Pintura de Caravaggio (“Natividade com São Francisco e São Lourenço”). É real, mas seu paradeiro atual é desconhecido. A obra foi de fato roubada em 1969 do Oratório de San Lorenzo, em Palermo, num crime historicamente atribuído à máfia siciliana, e nunca foi recuperada.
