A PROFECIA ROMANOV (Steve Berry)

INFORMAÇÕES GERAIS

  • Título original: The Romanov Prophecy
  • Autor: Steve Berry
  • Editora: Record
  • Ano: 2004
  • Série: (fora da série Cotton Malone)

SINOPSE

Ekaterinburgo, Rússia, em 16 de julho de 1918. Dez meses após a queda do czar Nicolau II, com o Exército Branco avançando sobre a cidade, os bolcheviques executam sumariamente o czar e toda a sua família.

No presente. Depois do colapso da União Soviética e de um período de instabilidade na Rússia pós-comunista, o povo russo vota para restaurar a monarquia, com um novo czar a ser escolhido entre os parentes vivos mais próximos de Nicolau II. Miles Lord, advogado americano de Atlanta, fluente em russo, está em Moscou justamente nessa época, contratado para investigar o passado de Stefan Baklanov, o principal favorito ao trono.

Depois de escapar por pouco de um atentado no centro de Moscou, Miles percebe que tocou em algo que alguém, com muito poder, está disposto a matar para proteger. Baseando-se no diário real de Félix Yusupov, um dos assassinos históricos de Rasputin, e numa profecia atribuída ao próprio místico, ele chega a uma possibilidade extraordinária: pode existir, em algum lugar do mundo, um descendente vivo de Alexei ou Anastácia, os dois filhos mais jovens do czar cujos corpos nunca foram encontrados junto aos demais.

Acompanhado de Akilina Petrov, uma artista de circo russa, Miles viaja por Moscou, São Petersburgo, Starodub, Vladivostok, Atlanta e São Francisco atrás do possível herdeiro, sempre um passo à frente (ou atrás) de forças poderosas que também querem chegar lá primeiro, por motivos bem diferentes dos dele. Se ele tiver sucesso, a Rússia encontra um czar de sangue Romanov genuíno; se falhar, o poder fica com Baklanov, cujas reais intenções ninguém conhece ao certo.

FATOS & FICÇÃO

Execução da família Romanov em 1918. 100% histórico. Nicolau II, a czarina Alexandra e os cinco filhos foram mortos por revolucionários bolcheviques em Ekaterinburgo.

“Anastácia pode ter sobrevivido”. Foi, de fato, um dos maiores mistérios do século 20. Em 1991, um túmulo coletivo foi identificado por DNA como pertencente ao czar, à czarina e a três das cinco crianças. Faltavam dois corpos, o que alimentou décadas de especulação sobre qual filho teria escapado (a teoria mais popular apontava Anastácia). Berry publicou o livro em 2004, quando essa lacuna nos registros ainda era real e cientificamente não resolvida, o que dava plausibilidade genuína à premissa na época.

A resolução real do mistério (posterior ao livro). Em 2007, os dois corpos que faltavam, de Alexei e da filha Maria, foram finalmente encontrados nas proximidades. Testes de DNA publicados em 2008 na revista PNAS confirmaram definitivamente que toda a família foi executada em 1918, sem sobreviventes. Ou seja: a brecha histórica que sustentava a trama do livro foi oficialmente fechada três anos depois de sua publicação.

Anna Anderson, a “Anastácia” mais famosa da história. Personagem real (nascida Franziska Schanzkowska, camponesa polonesa) que, entre 1920 e sua morte em 1984, alegou ser a Grã-Duquesa Anastácia sobrevivente, vivendo décadas às custas de benfeitores que acreditavam nela. Testes de DNA nos anos 1990 provaram que ela não tinha nenhum parentesco com os Romanov. Ela não aparece no livro, mas é a história real por trás do mito que o romance explora.

A “profecia de Rasputin”. Rasputin, o místico russo real de enorme influência sobre a czarina Alexandra, é amplamente associado a uma profecia histórica de que, se fosse morto por membros da nobreza, toda a família Romanov não sobreviveria mais de dois anos, previsão que teria “se cumprido” com a execução de 1918. A autenticidade exata do texto é debatida por historiadores, mas a lenda da profecia é real e famosa.

Restauração da monarquia russa por voto popular. A Rússia é uma república. Não existe qualquer processo real ou plausível de plebiscito para restaurar o czarismo.

Disputa real pela “chefia” da Casa Romanov hoje. Embora não haja czar nem chance real de restauração, a linhagem Romanov ainda existe e disputa entre si quem seria o chefe da casa imperial em exílio. A principal reivindicante é a Grã-Duquesa Maria Vladimirovna, que se autodenomina chefe da Casa Romanov desde 1992, reivindicação contestada por outros ramos da família. Existe até um pequeno Partido Monarquista da Rússia, fundado em 2012, que defende abertamente a restauração da monarquia. O “czar de araque” fictício do livro tem, portanto, um paralelo real, ainda que em escala minúscula e sem poder político de fato.

Uma aventura imperdível em Jerusalém.

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