A IRMANDADE DO SANTO SUDÁRIO (Julia Navarro)

INFORMAÇÕES GERAIS

  • Título original: La Hermandad de la Sábana Santa
  • Autor: Julia Navarro
  • Editora: Ediouro
  • Ano: 2004

SINOPSE

Um incêndio aparentemente inexplicável irrompe na Catedral de Turim, na Itália, onde é guardado e venerado o Santo Sudário, o tecido que, segundo a tradição cristã, teria envolvido o corpo de Jesus Cristo após a crucificação. O caso rapidamente se revela mais grave do que um simples acidente. Junto ao incêndio, é encontrado o cadáver carbonizado de um homem que, antes de morrer queimado, sofreu um ataque premeditado e ritualístico: língua cortada e pontas dos dedos queimadas, de modo a impedir sua identificação. A investigação, conduzida pelo Departamento de Arte da polícia italiana, logo descobre que esse não é um caso isolado. Episódios idênticos, com o mesmo modus operandi macabro, já haviam ocorrido antes, sempre ligados de alguma forma à relíquia.

À medida que os investigadores avançam, a trama recua no tempo, revelando a história secreta de uma irmandade que, ao longo de quase dois mil anos, desde os tumultuados dias do Calvário, jurou proteger o Sudário a qualquer custo, inclusive matando quem ameace revelar a verdade sobre sua origem. Ao mesmo tempo, um historiador cético dedica sua vida a provar que a relíquia é uma farsa medieval, colocando-se, sem saber, no caminho de um conflito de séculos entre fé, ciência e sangue.

FATOS & FICÇÃO

O Santo Sudário de Turim. É um tecido de linho, hoje preservado na Catedral de Turim, que carrega a imagem impressa de um homem com marcas compatíveis com crucificação, venerado há séculos como possível mortalha de Cristo, embora a Igreja Católica nunca tenha declarado oficialmente sua autenticidade.

Datação por radiocarbono de 1988. Um teste conduzido por três laboratórios independentes (Oxford, Zurique e Arizona) datou o tecido entre 1260 e 1390 d.C., ou seja, medieval, e não do século I. O resultado, porém, segue contestado até hoje por pesquisadores que apontam falhas na amostragem (retirada de um único canto do tecido, próximo a uma área remendada após um incêndio em 1532), alegando contaminação que teria distorcido a data.

Incêndio de 1532 em Chambéry, França. O Sudário sofreu danos por fogo nessa ocasião, com marcas de queimadura ainda visíveis, remendadas posteriormente por freiras, episódio historicamente documentado e central nos debates até hoje sobre a confiabilidade da datação por carbono.

Primeiro registro histórico documentado do Sudário. A mais antiga menção inequívoca ao tecido remonta a cerca de 1355, numa igreja em Lirey, na França, o que deixa um vácuo de mais de mil anos entre a crucificação de Cristo e o primeiro registro histórico confiável do objeto, um dos principais argumentos usados por céticos quanto à sua autenticidade.

Ligação entre o Sudário e os Cavaleiros Templários. É uma teoria especulativa que circula entre entusiastas e alguns pesquisadores, sem comprovação histórica.

Uma aventura imperdível em Jerusalém.