Artrite infecciosa, policondrite recidivante, febre familiar do Mediterrâneo, fibromialgia
Fibromialgia
- Doi, doi, doi, doi… há mais de 3 meses… tender points
- Tratamento: exercício + tricíclico (amitriptilina)
Dor crônica generalizada
• Múltiplos sintomas:
– Fadiga
– Distúrbios do sono
– Transtornos do humor
– Alterações de atenção e memória
• Doenças associadas:
– SII, SFC, cistite intersticial, ATM
Termo “fibromialgia” é relativamente novo
– Sintomas descritos na literatura médica há séculos
• Sir William Gowers cunhou o termo
“fibrosite” em 1904
– Foi considerada causa comum de dor muscular
– Manifestação de “tensão” ou “reumatismo psicogênico”
– Popularizado em 1913 por Llewellyn e Jones
Segunda doença reumatológica mais comum
• Prevalência: 2-8% da população
– SSj, DB, EA, AR e LES: 10-30%
• Relação mulher/homem: 2:1 (8:1)
• Prevalência similar em diferentes países e
culturas
• Doenças crônicas
– HIV (17%), DM (17%), IRC em HD (7,4%), psoríase (8,3%)
Desconhecida – multifatorial
• Causa não inflamatória e não autoimune
• Fatores ambientais:
– Infecções virais (HCV, HIV, Coxsackie B, parvovírus
B19, EBV),
– Trauma físico (tronco) ou psicológico, estresse
psicológico
– Inflamação articular crônica
– Apnéia do sono
➢aumento de 5-10% da chance nos indivíduos com dor
➢fatores “gatilhos”
Fatores genéticos: – aumento de prevalência em parentes de primeiro grau (OR:8.5; 95% CI 2.8-26; p<0,01) – sensibilidade maior a dor na família – metade do risco é genético e a outra metade é ambiental (estudos em gêmeos monozigóticos) – polimorfismos genéticos ➢ receptor 5-HT2A da serotonina ➢ transportador da serotonina ➢ receptor D4 da dopamina ➢ catecol-O –metiltransferase
Fatores biológicos:
– sexo feminino
– alterações no padrão do sono
– desregulação autonômica
Fatores psicológicos:
– traços de personalidade (perfeccionista ou
abnegado)
– catastrofização e crenças negativas (a crença
de que a dor não pode ser controlada)
– hipervigilância
– preocupação exagerada com a dor
– transtorno obsessivo-compulsivo
– depressão e ansiedade
Fatores sócio-culturais
• Fatores familiares e laborais:
– insatisfação no trabalho
– obesidade
– sedentarismo
Pacientes comumente tem história
durante toda sua vida de dor crônica
difusa
• Pacientes relatam ter histórico de:
o dor de cabeça
o dismenorréia
o distúrbios na ATM
o fadiga crônica
o SII e outros distúrbios funcionais GI
o cistite intersticial/síndrome da bexiga
dolorosa
o outras síndromes dolorosas regionais
(especialmente lombar e cervical)
• Fibromialgia estado de dor central
• Dor central:
o doença iniciada na adolescência ou adulto jovem
o presente ao longo da vida
o manifestada por dor em diferentes regiões do corpo em
momentos distintos
“Centralização”:
o origem ou amplificação da dor
➢ não implica que estímulos nociceptivos periféricos não
contribuem para a dor
o sentem mais dor do que esperado pelo grau do estímulo
o consequência da atividade espontânea do nervo, campos
receptivos aumentados e respostas a estímulo aumentada
transmitidas por fibras aferentes primárias
• Um fenômeno importante ”wind up” :
o aumento da excitabilidade do neurônio da medula espinhal
o Após estimulo doloroso, estímulos subsequentes da mesma
intensidade são percebidas como mais fortes
➢ ocorre em todos, mas excessivo na FM
• Outro mecanismo envolve as vias descendentes inibitórias:
o modulam as respostas da medula espinhal aos estímulos
dolorosos
o parecem estar prejudicada na FM, ajudando a exacerbar a
sensibilização centra
“Set point” ou “controle do volume” para a dor:
o variação nos níveis de neurotransmissores que facilitam ou
reduzem a transmissão
o podem resultar em fadiga, problemas de memória e
distúrbios do sono e humor
➢ mesmos neurotransmissores que controlam a dor e a
sensibilidade sensorial também controlam o sono, humor,
memória e estado de alerta
Artrite séptica
- Tratamento: ATB + drenagem
- Principais: S. aureus (oxacilina) ou gonococo (ceftriaxona 7-10 dias/jovens/2 fases – poliarticular e monoarticular)

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