Médico radiologista, com atuação em radiologia geral e musculoesquelética.

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Epidemiologia

  • 5% dos pacientes com lesão cerebral apresentam lesão raquimedular
  • 25% dos pacientes com lesão raquimedular apresentam lesão cerebral
  • 55% na coluna cervical – 10% tem outra fratura vertebral associada
  • 5% piora dos sintomas após imobilização: progressão do edema/isquemia, imobilização adequada.
  • < 1% lesão cervical pediátrica até 12 anos
  • Exame físico + imagem + imobilização

Anatomia

  • Cervical: canal medular mais largo
  • Torácica: canal medular mais curto
  • Dermátomos dif. miótomos
  • C5: deltoide
  • T4: mamilo
  • T8: apêndice xifoide
  • T10: umbigo
  • T12: púbis
  • S4/S5: se reflexo, lesão parcial; se ausente, lesão total.

Choque

  • Choque medular: flacidez e perda dos reflexos musculares; após trauma com lesão medular; medula totalmente afuncional; duração variável; atraso no diagnóstico do real grau da lesão.
  • Choque neurogênico: deficiência da via simpática descendente; medula cervical ou torácica superior (< T6); perda tônus simpático vasomotor e cardíaco; hipotensão + bradicardia; vasopressor + atropina.

Classificação das lesões espinhais

  • Nível: segmento mais caudal com funções sensorial e motora normais bilateralmente
  • Gravidade: completo x incompleto; quadriplegia (T1) x paraplegia
  • Síndrome: cordão central (MMSS > MMII); cordão anterior; Brown-Séquard (hemissecção da medula espinhal)
  • Morfologia: fraturas; fratura com deslocamento; sciwora; penetrantes

Lesões específicas

  • Luxação atlanto-occipital: shaken baby syndrome
  • Fratura do atlas (C1): fratura de Jefferson
  • Subluxação rotatória de C1: comum em crianças; torcicolo mantido
  • Fratura do axis (C2): fratura de odontoide (mais comum tipo 2) e “Hangman” (hiperextensão cervical)
  • Vértebra mais fraturada: C5
  • Vértebras mais subluxadas: C5-C6
  • Fraturas torácicas: explosão (burst injury); fratura de Chance (Chance fracture – lesão retroperitoneal de duodeno e pâncreas)
  • Fraturas toracolombares: cuidado com movimento de “logrolling”
  • Fraturas lombares: cauda equina a partir de L1
  • Lesões penetrantes: esfaqueamento e PAF
  • Lesões vasculares (carótida e vertebrais): evitar AVC – angioTC de pescoço.

Avaliação radiológica

  • Radiografia lateral: fraturas
  • Radiografia em AP: alinhamento vertical
  • Radiografia transoral: fraturas C1, C2, C3, odontoide
  • TC multislice com reconstrução sagital e coronal: padrão-ouro

Conduta geral

  • Imobilização (CC + coxins laterais + PR)
  • Fluidos intravenosos de forma controlada (s/ taquicardia reflexa e s/ reflexo vasomotor – evitar EAP)
  • Medicamentos
  • Transferência: NCR e ortopedista CV

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