Médico radiologista, com atuação em radiologia geral e musculoesquelética.

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1. Principais fármacos indicados na gestação

1. 1. Antimicrobiano: beta-lactâmico (cefalexina) (B)

1.2. Antifúngico: nistatina (B)

Nistatina -Classe: B

Não se dispõe de informação útil; o produtor recomenda que se use só se não houver uma terapêutica mais segura; a absorção intestinal é desprezível.

1.3. Anti-hipertensivo: metildopa (C)

Metildopa -Classe: C

Morte peri-natal, baixo peso ao nascimento, perda fetal aumentada.

1.4. Antidiabético: insulina (B)

Insulinas -Classe: B

As necessidades de insulina devem ser avaliadas frequentemente por um diabetologista ou um médico com treino no controlo da doença; na insulina Lispro não há aumento de malformações congénitas. Evitar insulinas inaladas.

1.5. Antiemético: dimenidrinato e metoclopramida (B)

Dimenidrinato -Classe: BM

O uso de anti-histamínicos nas duas últimas semanas de gravidez foi associado a fibroplasia retrolental nos filhos.

Metoclopramida -Classe: C

Não parece aumentar o risco de teratogenicidade. Desconhece-se se é perigosa, mas o produtor recomenda que se use só se existirem razões compelativas.

1.6. Analgésico: dipirona e paracetamol (B)

Paracetamol -Classe: B

Não há evidência de malformações; doses elevadas por períodos prolongados podem causar doenças renal ou hepática fetal de consequências fatais; a combinação com a di-hidrocodeína é de evitar na gravidez, em especial junto ao parto pelo risco de síndrome de privação.

2. Principais fármacos contraindicados na gestação

2.1. Antimicrobianos: tetraciclina (X) e cloranfenicol (D)

Tetraciclinas -Classe: D

Coloração e defeitos dos dentes da 1ª dentição e alteração do crescimento ósseo; possibilidade de hipospádias, hérnia inguinal ou hipoplasia dos membros, pé boto; podem modificar a capacidade fertilizante do homem e reduzir a eficácia dos contraceptivos orais por inibirem a hidrólise bacteriana dos esteroides conjugados no intestino; toxicidade hepática materna com doses elevadas por via parentérica.

Cloranfenicol -Classe: C

Síndrome do bebé cinzento. Efeitos teratogénicos.

2.2. Ocitócico: misoprostol (X)

Misoprostol -Classe: DM

Evitar; estimulante uterino potente (tem sido usado por induzir a aborto) e pode originar nado-mortos.

2.3. Anti-hipertensivo: captopril (IECA) (D)

Captopril -Classe: DM

Contraindicado. Hipotensão neonatal, insuficiência renal in utero, no feto e no RN, em relação com a hipotensão fetal e redução do fluxo sanguíneo renal; deformações da face ou crâneo e/ou morte; atraso do crescimento intra-uterino, prematuridade, ductus arteriosus patente; nos casos em que for indispensável o uso do fármaco na mãe, recorrer à dose mais baixa possível.

2.4. Hipolipemiante: atorvastatina (X)

Estatinas -Classe: XM

Os inibidores da redutase da HMG-CoA diminuem síntese do colesterol, outros produtos da via biossintética do colesterol, componentes essenciais para o desenvolvimento fetal, incluindo a síntese de esteróides e das membranas celulares, podendo causar danos fetais. Contra-indicadas na gravidez.

Inibidores da redutase da HMG-CoA (Estatinas) -Classe: D

Reduzem os níveis plasmáticos de colesterol e de lipoproteínas, inibindo a síntese de colesterol e de outros produtos da via biossintética do colesterol, que são componentes essenciais para o desenvolvimento fetal, incluindo a síntese de esteróides e das membranas celulares; podem causar danos fetais se administrados à grávida; se a mulher engravidar no decurso da terapêutica deve suspender imediatamente e ser avisada do perigo potencial para o feto – anomalias congénitas.

Atorvastatina -Classe: XM

Contra-indicado na gravidez; V. Inibidores da redutase da HMG-CoA (Estatinas).

2.5. Anticoagulante: warfarin

Anticoagulantes orais -Classe: X

Malformações fetais; possível hemorragia placentar, fetal e neonatal.

2.6. Anti-inflamatório: AINEs – AAS (dose elevada, 4g/dia, a partir do 3º trimestre) (C/D)

Ácido acetilsalicílico -Classe: C (D se

Risco de defeitos cardíacos congénitos e septação do ductus arteriosus; pode afectar a hemostasia e aumentar o risco de hemorragia; doses elevadas têm sido relacionadas com aumento da mortalidade perinatal, intra-uterina, atraso do crescimento e efeitos teratogénicos; em doses baixas (40-150 mg/dia) pode ser benéfico; perto do termo pode prolongar a gestação e o parto; o encerramento precoce do ductus arteriosus e hipertensão pulmonar persistente do RN podem ocorrer na última parte da gestação como resultado do consumo materno de doses terapêuticas; a ser necessário um analgésico ou antipirético usar o paracetamol.

Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) -Classe: C (risco

A maioria dos produtores recomenda evitar; o cetorolac está contra-indicado durante a gravidez, período de dilatação e parto. O uso regular pode originar o encerramento do ductus arteriosus in útero e possível hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido. Atraso no início do parto e aumento da duração do mesmo; o uso pontual é, em geral, seguro.

2.7. Antiepiléptico: ácido valproico (D)

Ácido valpróico -Classe: D

Malformações do tubo neural; embriopatia do valproato (miopia, estrabismo, astigmatismo, anisometropia, malformações cardíacas, craniosinostose, autismo); possibilidade de hepatoxicidade neo-natal e hemorragia por hipofibrinemia; o suplemento de folatos 1 mês antes e durante, pelo menos, o 1º trimestre de gravidez, reduz algumas malformações relacionadas com o tubo neural. Após diagnóstico de gravidez, a medicação antiepilética não deve ser alterada e aconselhar-se-á o diagnóstico pré-natal com recurso à ecografia e amniocentese para diagnóstico de anomalias associadas aos anticonvulsivantes.

Antiepilépticos e anticonvulsivantes -Classe: D

Os benefícios do tratamento ultrapassam os riscos para o feto; todos os anti-epilépticos podem causar dismorfia facial; deve encontrar-se o antiepiléptico mais eficaz para o tipo de epilepsia e usar a menor dose útil; o risco de teratogenicidade é maior se for usado mais do que um fármaco; recomenda-se suplemento com ácido fólico 1 mês antes e até 12 semanas após concepção.

Antidiabéticos orais -Classe: BM

Risco de hipoglicémia fetal/neo-natal; a insulina deverá substituir os antidiabéticos orais.

Cefalosporinas -Classe: BM

Não são conhecidas como perigosas.

Fatores de risco que cada fármaco representa para o feto

Categoria A – estudos controlados não mostraram risco – 1%

Categoria B – não há evidências de riscos em humanos – 19%

Categoria C – o risco não pode ser afastado; incluindo fármacos novos ou ainda não estudados – 66%

Categoria D – há evidências positivas de risco – 7%

Categoria X – contraindicados na gravidez – 7%

Principais fármacos indicados na gestação

Antimicrobiano: beta-lactâmico (cefalexina) (B)

– sem associação a defeitos congênitos

– pode atravessar a BHP

Antifúngico: nistatina (B)

– uso tópico

– não devem ter níveis séricos/leite mensuráveis

Anti-hipertensivo: metildopa (C)

– pode cruzar BHP e atingir [ ] fetais semelhantes a materna

– relato de diminuição de volume intracraniano (1º trimestre)

– relato de diminuição da pressão sistólica nos primeiros 2 dias de vida de RNs

Antidiabético: insulina (B)

– estudos indicam que não cruza a BHP

Antiemético: dimenidrinato e metoclopramida (B)

Analgésico: dipirona e paracetamol (B)

Principais fármacos contraindicados na gestação

Antimicrobianos: tetraciclina (X) e cloranfenicol (D)

– tetraciclina: descoloração do esmalte dentário na 1ª dentição, inibição do crescimento da fíbula, prematuridade, óbito intrauterino.

– cloranfenicol: próximo do parto prematuro pode provocar colapso cardiovascular, respiração irregular, cianose, síndrome cinzenta do RN.

Ocitócico: misoprostol (X)

Anti-hipertensivo: captopril (IECA) (D)

– pode causar hipotensão arterial com consequente diminuição do fluxo renal do concepto provocando anúria, oligoâmnio, com consequente deformação facial, contratura de membros, crescimento intrauterino restrito e hipoplasia pulmonar.

Hipolipemiante: atorvastatina (X)

– inibe a HMG-CoA redutase, que guia as células germinativas primordiais em migração.

Anticoagulante: warfarin

– hipoplasia nasal, defeitos no SNC e ocular (cegueira, atrofia óptica, microcefalia), retardo de desenvolvimento, calcificações na laringe, escoliose, surdez, cardiopatia congênita, aborto espontâneo, natimorto, prematuridade e hemorragia.

Anti-inflamatório: AINEs – AAS (dose elevada, 4g/dia, a partir do 3º trimestre) (C/D)

– diminui síntese de prostaglandinas; prolonga a gravidez, determina oligúria fetal, oligoâmnio, deformidades faciais, oclusão prematura do ducto arterioso e hipertensão pulmonar primária do RN.

Antiepiléptico: ácido valproico (D)

– defeitos do tubo renal/vias urinárias, cardiovasculares, dismorfismo sexual, hidrocefalia, braquicefalia

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