Médico radiologista, com atuação em radiologia geral e musculoesquelética.

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Pneumonias

Manual de controle das IRA (MS)

  • objetivo: reduzir a mortalidade em < 5 anos principalmente por pneumonia
  • estratégia: prevenção e manejo dos casos
  • definir pneumonia (FR)
  • definir gravidade (necessidade de internação)

Quadro clínico

  • sinais mais prevalentes: tosse e dispneia
  • manifestação mais consistente da pneumonia: taquipneia
    • alto valor preditivo negativo
  • frequência respiratória (diagnóstico)
    • até 2 meses: > 60 ipm – internação com ATB venosa
    • 2 meses a 11 meses: > 60 ipm – observar tiragem para internação; senão, tratamento ambulatorial
    • 1 a 4 anos: > 40 ipm – observar tiragem para internação; senão, tratamento ambulatorial
  • Conduta na pneumonia não grave: tratamento ambulatorial com antibióticos; reavaliação em 48h
    • amoxicilina
    • macrolídeos (escolares)
  • Avaliação no retorno em 48 horas
    • piora com tiragem: internar
    • caso inalterado: trocar o ATB + retorno em 48h como caso novo
    • melhora: manter ATB
  • Epidemiologia
    • menores de 5 anos: predominam os vírus (VSR, parainfluenza, influenza, adenovírus)
    • bactérias: pneumococo, estafilococos, hemófilos, BK
    • Mycoplasma pneumoniae
    • Clamídia (pneumonia afebril do lactente)
    • Pseudomonas: em fibrose cística
  • Quadro clínico
    • pródromos: IVAS
    • febre (mais alta nas infecções bacterianas)
    • exame físico na condensação: frêmito tóraco-vocal aumentado, macicez, estertores crepitantes, sopro tubário
    • tiragem: uso da musculatura acessória
    • batimento de asa de nariz
  • Rx de tórax
    • confirma o diagnóstico
    • auxilia a descobrir o agente etiológico:
      • Mycoplasma: infiltrado intersticial, lobo inferior unilateral
      • Pneumococo: consolidação lobar
      • Estafilococo: broncopneumonia confluente, áreas de necrose (pneumatocele e empiema)
      • Pneumonia viral: hiperinsuflação + infiltrado intersticial bilateral
  • Diagnóstico definitivo
    • isolamento do agente
      • sangue
      • líquido pleural
      • pulmão
      • cultura de escarro (sem valor em crianças)
    • pneumonias por Mycoplasma: crioaglutininas com título > 1:64
  • Complicações
    • derrame pleural
    • empiema
    • pericardite
  • Critérios de internação (além dos sinais clínicos de gravidade)
    • falha do regime ambulatorial
    • doença grave concomitante
    • sinal radiológico de gravidade: derrame pleural, pneumatoceles, abscessos

Tuberculose

  • dificuldade em demonstrar o Mtb
  • diagnóstico baseado em aspectos clínicos, radiológicos e epidemiológicos associados à interpretação do teste tuberculínico

Manifestações clínicas

  • febre > 15 dias (moderada e vespertina)
  • tosse
  • perda de peso
  • sudorese noturna
  • pneumonia > 2 semanas sem resposta a antibióticos

Aspectos radiológicos

  • opacidades parenquimatosas (lobo superior direito)
  • linfonodomegalias (região hilar e região paratraqueal direita)

Interpretação do Teste Tuberculínico (PPD)

  • TT positivo quando >= 5 mm
    • vacinados com BCG há mais de 2 anos
    • infectados pelo HIV
    • imunossuprimidos
  • TT positivo quando >= 10 mm
    • vacinados com BCG há 2 anos ou menos (imunocompetentes)

Contato relevante com paciente com tuberculose

  • 200 horas de exposição a focos com BAAR positivo
  • 400 horas de exposição a focos com cultura positiva
  • OBS: contatos no mesmo espaço físico

Sistema de pontuação para diagnóstico de TB pulmonar em crianças

  • quadro clínico: 15 pontos para pneumonia com mais de 2 semanas; 0 se quadro clínico não sugestivo ou pneumonia com melhora após ATB; – 10 se pneumonia respondendo a ATB para germes comuns
  • quadro radiológico: 15 pontos para qualquer alteração; – 5 se Rx normal
  • teste tuberculínico: 15 pontos para resultado positivo; 0 para negativo
  • contato com adulto com TB: 10 pontos caso positivo; 0 caso ausente
  • estado nutricional: 5 pontos para z escore < – 3; 0 para estado moderado ou eutrófico
    • 40 ou mais: muito provável
    • 30-35: possível
    • menos de 25: pouco provável

Esquema de tratamento da tuberculose em crianças menores de 10 anos

  • RIP: para menores de 10 anos (paucibacilares)
  • RIPE: a partir de 10 anos, pois etambutol pode causar neurite óptica

Tratamento da tuberculose latente (antiga quimioprofilaxia)

  • assintomáticos quando tiveram contato
  • Rx de tórax normal
  • TT positivo
  • isoniazida durante 6 meses

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