Médico radiologista, com atuação em radiologia geral e musculoesquelética.

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A. DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA (DIP/MIPA)

Definição: infecção do trato genital superior (estruturas acima do orifício interno do colo uterino).

Sinônimos: endometrite, salpingite aguda, salpingooforite e pelviperitonite.

Leucorreia, dispareunia e dor ao exame de toque

Fisiopatologia

  • Agentes etiológicos (infecção polimicrobiana)
    • Primários: Neisseria gonorrhoeaeChlamydia trachomatis e micoplasmas
    • Secundários: anaeróbios, aeróbios e bacilos gram (-)
  • Vias de transmissão
    • Via planimétrica – SPTZ – DST
    • Via linfática
  • Mecanismos
    • Diminuem a defesa – bioquímicos – imunológicos

Fatores de risco

  • Métodos contraceptivos:
    • Barreira e Hormonal (alteração do muco) são efetivos;
    • DIU é fator de risco para DIP: Actinomyces israelii.
  • Epidemiologia
    • comportamento sexual de risco

Manifestações Clínicas

  • Estadiamento
    • Endometrite e salpingite sem peritonite
    • Endometrite e salpingite com peritonite
    • Salpingite aguda com abscesso tubovariano íntegro
    • Salpingite aguda com abscesso tubovariano roto

Importância

  • Abdome agudo inflamatório
  • Principal causa de infertilidade por fator tubário no Brasil (endometriose em países desenvolvidos)
  • Formações de aderências peritoneal e intrauterino
  • Aderências peri-hepáticas: Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis

Métodos Diagnósticos, CDC – Atlanta 2002

  • Critérios mínimos
    • Mulher sexualmente ativa
    • Dor hipogástrica aguda que piora com a palpação uterina ou anexial
    • Mobilização dolorosa do colo uterino
    • Ausência de outras possibilidades diagnósticas
  • Critérios adicionais
    • Temperatura acima de 38,3 ºC
    • Corrimento vaginal ou cervical mucopurulento
    • Presença de leucócitos na secreção vaginal
    • Velocidade de hemossedimentação (VHS) ou Proteína-C reativa elevada
    • Confirmação laboratorial de Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis
  • Critérios específicos
    • Biópsia endometrial com evidências histopatológicas de endometrite
    • Imagem ultrassonográfica transvaginal ou de ressonância magnética revelando espessamento tubário com conteúdo líquido ou presença de imagem anexial complexa
    • Achados laparoscópicos consistente de DIP (padrão-ouro)

Tratamento

  • Antibioticoterapia de amplo espectro
  • Antiinflamatórios
  • Avaliar eficácia, aceitação e custo
  • Precocemente

B. VULVOVAGINITES

Tricomoníase

  • Agente: Trichomonas vaginalis
  • DST
  • Corrimento amarelo-esverdeadoabundante, fluido, bolhoso, de odor fétido, com sintomas irritativos locais (colpite) e rico em leucócitos
  • Atividade inflamatória moderada
  • Teste das aminas: fracamente positivo
  • pH vaginal > 5 (protozoário anaeróbio)
  • Diagnóstico:
    • Exame a fresco: protozoários com flagelos (aquecer a lâmina se dúvida)
    • Cultura em meio de Diamond’s
    • PCR para tricomonas
  • Tratamento:
    • Nitroimidazólicos (metronidazo, tinidazol, secnidazol)
      • 2,0 g, VO, dose única
      • 500 mg, VO, 2x/dia, 7 dias
    • Tratar parceiro
    • Resistência apenas dose dependente

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  1. IST
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  4. DIP

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