Médico radiologista, com atuação em radiologia geral e musculoesquelética.

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ALTERAÇÕES ANATÔMICAS E FUNCIONAIS DO SISTEMA CARDIOVASCULAR NO ENVELHECIMENTO

  • Aumento da velocidade das ondas (pulso e reflexa), gerando HASI e leve queda da pressão diastólica.
  • Arteriosclerose de artérias e vasos.
  • Hipertrofia ventricular concêntrica e aumento atrial (por aumento da pós-carga), devido ao aumento da proporção de colágeno, por apoptose dos miócitos (fibrose) e hipertrofia dos restantes. Tudo isso leva ao enrijecimento cardíaco.
  • Aumento da circulação colateral no coração.
  • Aumento da incidência de arritmias.
  • Calcificação valvar (principalmente estenose aórtica e insuficiência mitral); portanto, rigidez, valvar.
  • Aumento do depósito de lípides e processo inflamatório.
  • Não há mudança no débito cardíaco e fração de ejeção no repouso. No esforço, o coração não responde adequadamente e não aumenta débito.

27.O que são terceira e quarta bulha e seus significados? – Terceira Bulha: ocorre por uma distinção da parede ventricular comprometida na fase de enchimento rápido (diástole). – Quarta Bulha: ocorre por uma distinção da parede ventricular durante a contração atrial.

20.Fisiopatologia da sudorese fria e quarta bulha. – Sudorese Fria: as glândulas sudoríparas, apesar de serem ativadas pela acetilcolina, recebem inervação simpática. Quando ocorre uma descarga adrenérgico (estresse/dor), o SNA Simpático é ativado, provocando sudorese e vasoconstrição periférica. Essa vasoconstrição é responsável pela sensação “fria”. – Quarta Bulha: ocorre por uma distinção da parede ventricular durante a contração atrial.

HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA

  • Ocorre quando o paciente move-se da posição deitada para a sentada ou em pé e apresenta-se com um ou mais dos seguintes parâmetros:
    • 1. Queda na pressão arterial (PA) sistólica de pelo menos 20 mmHg
    • 2. Queda na PA diastólica de pelo menos 10 mmHg
    • 3. Sintomas de hipoperfusão cerebral.

Regulação da PA

  • Síncope, ou perda de consciência transitória, ocorreria quando passamos da posição deitada para em pé se não existissem mecanismos fisiológicos compensatórios, dentre os quais dois são mais importantes.
  • O primeiro é a ativação dos barorreceptores, terminações nervosas na parede das artérias. Encontram-se principalmente na parede da artéria carótida interna, na área conhecida como seio carotídeo, e na parede do arco aórtico. A diminuição na PA estimula os barorreceptores a enviar sinais ao bulbo, fazendo a PA elevar-se reflexamente para níveis normais devido à descarga simpática por todo o corpo, reduzindo ao mínimo a queda da PA. O sistema de controle dos barorreceptores tem pouca ou nenhuma importância na rcgulação a longo prazo da PA. O sistema de barorreceptores é potente para impedir alterações rápidas da PA, que ocorrem momento a momento.
  • O segundo mecanismo na regulação da PA é exercido pelos quimiorreceptores localizados na bifurcação da artéria carótida comum; são células quimiossensíveis à falta de O, e ao excesso de CO,ou de H’. Sempre que a pressão arterial diminui a nível crítico, os quimiorreceptores são estimulados, devido à diminuição do fluxo sanguíneo. Embora peptídios como vasopressina, endotelina e angiotensina II estejam aumentados na posição de pé e tenham função de suporte na manutenção da PA, o principal mecanismo a curto e a longo prazos é mantido pelo SNS.
  • Quando esses mecanismos estão intactos, a PA sistólica em pé diminui ligeiramente (5 a 10 mmHg), a PA diastólica aumenta minimamente (3 a 5 mmHg) e a FC aumenta até 20 bpm. Qualquer interrupção nesses mecanismos, como dessensibilização dos receptores, diminuição da colemia e rigidez arterial com o envelhecimento, leva à diminuição da PA na posição ortostática. A HO de quaisquer causas aumentam o risco de fraturas de quadril e do colo do fêmur e suas graves conseqüências na morbimortalidade.”

HIPERTENSÃO ARTERIAL

Hipertensão Arterial Sistólica Isolada

  • Enrijecimento das artérias e vasos (perda de distendibilidade e elasticidade), fazendo com que haja aumento da velocidade da onda de pulso e, em consequência, da onda reflexa, fazendo com que essa caia no período da sístole.
  • Diminuição da complacência arterial.
  • Menor deposição de colágeno e diminuição de NO.
  • PA diastólica tende a ficar normal ou baixa.

VALVOPATIAS 

Insuficiência Mitral

  • Sopro sistólico, suave, decrescente, irradia para axila.

Estenose Aórtica

  • Sopro sistólico, áspero/rude e crescente-decrescente, holossistólico.
  • Irradia para as carótidas e aorta superior.
  • Não há sintomas característicos; pode haver dor precordial.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Insuficiência Cardíaca Diastólica

  • VE não é capaz de relaxar por tempo suficiente para que a quantidade de sangue necessária para o bombeamento eficaz seja acumulada no nele durante a diástole. – Diminuir o FC ajuda no prolongamento dessa diástole.

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