Fases da Parada Cardiorrespiratória (FV/TV 80%)
- Elétrica: Até 5 minutos do início do PCR; Intervenção: desfibrilação
- Hemodinâmica: 5-15 minutos da PCR; Intervenção: RCP
- Metabólica: Após 15 minutos da PCR; Intervenções: hipotermia
Corrente da sobrevida
Acesso (avaliação) rápido -> RCP rápida -> desfibrilação rápida -> suporte avançado rápido
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Avaliação Inicial/ABC Primário
Determinação do nível de consciência
- Identificação da IAM/AVC (I)
Pedir ajuda + desfibrilador
- Exceções: asfixia, afogamento (indeterminado)
Abertura das vias aéreas
- Hiperextensão da cabeça/elevação da mandíbula
- Tração da mandíbula se suspeita de lesão cervical (IIb)
- Ver/ouvir/sentir por 10 segundos
Realizar 2 ventilações assistidas
- duração de 1,0 segundo (IIa)
- observar parede torácica elevar-se (IIb)
- leigo: RCP imediata (IIa)
- Verificar o pulso carotídeo (5-10 seg)
- Iniciar RCP (I)
- 30 compressões intercaladas com 2 ventilações em um ou dois socorristas (IIb)
- 100 compressões/minuto
BLS 2010
CAB Primário
- Removido o “ver, ouvir, sentir”
- Iniciar compressões se pcte não estiver responsivo nem respirando normalmente
- Compressão torácica exclusiva para leigos
- Foco na qualidade da RCP
- Minimizar importância da checagem de pulso
- Equipe integrada
Atenção na qualidade da RCP
- 30 compressões x 2 ventilações (IIa)
- Um ou dois socorristas
- 100 compressões/minuto
- Rápida e forte
- Retorno do tórax à posição de repouso
- RCP efetiva mantém fluxo cerebral e coronariano (I)
Avaliação Inicial/ABC Primário
- Colocar o desfibrilador automático
- Desfibrilar, se indicado (Classe I)
- Choque monofásico de 360 J ou
- Choque bifásico equivalente (IIa)
- 180 J ou energia máxima do equipamento (200 J)
SUPORTE AVANÇADO DE VIDA (IIA)
Presença do médico
Identificação do ritmo com as pás do desfibrilador
- FV/TV sem pulso (choque)
- Assistolia/AESP (não choque)
FV/TV Sem Pulso
- Ritmo inicial de PCR mais frequente
- 85% das mortes súbitas são por FV/TV
- Reiniciar as manobras de RCP
- Monitor/Oxigênio/Venoso – MOV
- Via aérea avançada
- Tubo traqueal/máscara laríngea/Combitube
- IT não mais de eleição (IIb) – Capnografia (I)
- Tubo intratraqueal: acesso para drogas (Vanel) – Vasopressina, Atropina,. Naloxone, Epinefrina e Lidocaína
- Acesso para drogas
- Venoso (periférico – antecubital – calibroso)
- Intra-ósseo
- Cânula traqueal
- Acesso central
Epinefrina
- FV/TV sem pulso/AESP/Assistolia (indeterminada)
- 1mg / EV + 20 ml SF / AD e elevar o membro
- A cada 3-5 minutos
- Ou pela cânula orotraqueal
- 2-2,5 vezes a dose EV + 10 mL SF bolus
- Hiperventilar 3-4 vezes
Vasopressina
- FV/TV sem pulso/AESP/Assistolia
- 40 UI EV/IO
- Dose única
- Pode substituir a 1ª ou 2ª dose de Epinefrina
- Mesma dose pela cânula traqueal
Antiarrítmicos
- Amiodarona (Classe IIb)
- 300 mg EV bolus
- 2ª dose 150 mg (opcional)
- Lidocaína (Classe indeterminada)
- 1,0-1,5 mg/kg IV/IO bolus
- Repetir dose em 3-5 minutos
- Dose máxima de 3 mg/kg
- Droga de escolha quando reversão no 1º choque (IIb)
- Sulfato de Magnésio (Classe IIb)
- Hipomagnesemia documentada
- Dose: 1-2g EV/IO bolus
- Dose de Manutenção (IIb)
- Droga | Dose
- Amiodarona | 1 mg/min por 6h ou 0,5 mg/min por 18h
- Lidocaína | 2-4 mg/min
- Sulfato de Magnésio | 1-2 g/hora
Choque -> RCP 2 min -> Mudou o ritmo? (Drogas: Epinefrina, Vasopressina, Antiarrítmicos)
- Não -> choque
- Sim -> checar o pulso
Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP)
- Ritmo pode ser normal, bradi ou taquicárdico
- RCP/MOV
- Medicações
- Vasopressina 40 UI ou
- Epinefrina 1 mg EV/IO 3-5 min
- Atropina 1 mg EV/IO 3 min s/n (FC < 60 bpm): NÃO SE FAZ MAIS!
- Considerar etiologia da parada
- 6H/5T
- Trombólise: TEP (IIa)/IAM (IIb)
Causas de AESP e Assistolia – 6H/5T: tratamento
- Hipovolemia: volume
- Hipóxia: oxigênio (IOT)
- Hipo/Hipercalemia: KCI/Bicarbonato de Sódio
- Hipoglicemia: Glicose 50% 40 mL
- H+ Acidose metabólica: bicarbonato de sódio
- Hipotermia: reaquecimento
- Tamponamento: punção pericárdica
- TEP: volume + trombólise*
- IAM: volume + trombólise*
- Pneumotórax: punção de alívio
- Tóxicos: antagonista específico
Assistolia
- Ausência total de atividade elétrica
- Protocolo da linha reta (IIa)
- Eletrodos/conexões
- Ganho
- Derivação
- RCP/MOV
- Medicações
- Vasopressina 40 UI ou
- Epinefrina 1 mg EV/IO 3-5 min
- Atropina 1 mg EV/IO 3 min: NÃO SE FAZ MAIS!
- Considerar etiologia da parada: 6H/5T
- Marcapasso transcutâneo (III) = NÃO COLOCAR!
Após a Reanimação
- Reavaliar ABC: internar em UTI equipada
- Manter antiarrítmico
- Avaliar
- Necessidade de trombolítico/ICP
- Necessidade de drogas vasoativas
- Manter acesso venoso/Monitor cardíaco
- Controle glicêmico
Trombólise na PCR
- Trombólise: TEP (IIa)/IAM (IIb)
- Seguro
- Possível benefício na mortalidade/disfunção neurológica
- Tenecteplase
Fisiopatologia
- Lesão cerebral
- Disfunção miocárdica
- Agressão sistêmica da isquemia-reperfusão
- Patologia de base da PCR
Metas de Ressuscitação
- PAM: 65-100 mmHg
- PVC: 8-12 mmHg
- Lactato: redução progressiva/normal
- SvcO2: > 70%
- Hemoglobina: Indeterminado
- Débito Urinário: > 1mL/kg/h
- Reposição volêmica, vasopressores e inotrópicos
Metas de Oxigenação
- Na PCR: FiO2 100%
- Pós PCR: FiO2 para manter Sat. O2 94-96%
Monitorização
Avançada
- Ecocardiografia
- Medidas invasivas/não-invasivas de DC
- Eletroencefalograma
- Tomografia/RNM de crânio
Hipotermia Terapêutica
- NNT: 6
- Deve fazer parte do tratamento de pacientes comatosos sobreviventes da PCR
- Indução da hipotermia entre 32-34ºC em minutos até horas após a reversão da PCR
- Única medida com impacto na redução da mortalidade
- Mantidos em hipotermia leve ao menos por 12 a 24 horas
- A melhor técnica para indução, temperatura alvo, tempo de duração e a forma de reaquecimento ainda estão por serem definidas

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