- Normal
- Tristeza patológica – depressão
- Alegria patológica – mania
Depressão
- Queda do humor
Epidemiologia
- Mulheres (2:1)
- 15-25% da população
- Sem preferência de classe social
Clínica
- Tristeza, melancolia, apatia, tédio, fadiga, culpa, lentificação do pensamento, hipobulia, pseudodemência, dor
- Sempre pesquisar ideias de suicídio!
- Risco: homem, idoso, solitário, doença crônica
Classificação CID-10
- Leve: NÃO impede atividades diárias (2 ou 3 sintomas)
- Moderada: impede atividades diárias ( >= 4 sintomas)
- Grave: IDEIAS suicidas marcantes
Diagnóstico Clínico (Fenomenológico)
- DSM-V – pode começar no período de luto!
Tratamento
Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina
1ª escolha – melhor perfil de tolerabilidade
Ex: fluoxetina, citalopram, paroxetina, sertralina
Efeitos colaterais (tendem a diminuir com o tempo): tontura, perda do apetite, queda da libido
Tricíclicos (ação preferencialmente noradrenérgica)
Ex: amitriptilina, nortriptilina, clomipramida (+ serotoninérgico)
Efeitos colaterais: anticolinérgicos (boca seca, constipação, alteração da condição cardíaca, demência), hipotensão, sonolência, ganho de peso
Depressão: alteração primária e perisistente do humor sem causa objetiva com repercussões na atenção (mínimo de 15 dias consecutivos ou mais de 30 dias), na memória, no pensamento, no juízo crítico, motricidade e sensopercepção.; Variação dos eventos com medo, culpa, diminuição da auto-estima, pessimismo e dificuldade de concentração, insônia ou muito sono, inapetência ou excesso da “fome psicológica”, alteração de temperatura corporal (febres e calafrios), agitação ou retardo (graus mais avançados) motores. Isto é, causa alterações de humor, cognitivas e vegetativas, respectivamente:
A) Humor:
• Tristeza
• Hipersensibilidade eventos negativos
• Inabilidade sentir emoções positivas
• Falta de prazer
B) Cognição:
• Avaliação negativa dos eventos e culpa
• Sentimentos de medo, de incapacidade, de diminuição autoestima e de inutilidade
• Pessimismo,
• Dificuldade de concentração
C) Vegetativas:
• Alterações do sono e do apetite
• Alteração temperatura corporal e da secreção de cortisol
• Retardo/agitação ou cansaço,
• Redução da libido
Difere do conceito de tristeza e de alegria.
Pode ser caracterizado como transtorno bipolar ou unipolar (depressivo). Transtorno depressivo: falta de prazer (anedonia), tristeza, falta de emoções, hipersensibilidade a eventos negativos. Esta é a mais frequente e a mais deletéria.
O diagnóstico é feito, em especial por queixas inespecíficas como: cansaço, dores sem
explicação, insônia, falta de interesse ou “tristeza”. É necessário a 4 ou mais dos sintomas.
Fatores de risco incluem: puerpério (perda da proteção estrogênica, inseguranças, etc), doenças crônicas (altera o cortisol) ou agudas, doenças graves, menopausa (perda da proteção estrogênica), perdas recentes (luto maior de 6 meses geral e um ano para latino-americanos), tendência genética, etc.
A escala de depressão de Beck é auto-aplicável. São 21 itens de escore 0-3. Se <10, sem depressão, de 10-18 tem-se depressão leve. De 19-29, moerada e de 30-63, a depressão é grave.
Excluir transtorno bipolar, retardo mental de transtornos de personalidade, causas orgânicas, uso de corticóides, fatores psicossociais (mais relacionado à trsiteza do que à depressão).
Sua fisiopatologia é uma alteração nos neurônios pós-sinápticos serotoninérgicos 5HT. Ocorre subprodução ou ausência de serotonina com consequente menor estimulação dos pós-sinápticos.
O tratamento das formas de leves e moderadas é feito com inibidores seletivos da recaptação de serotonina/antidepressivos (p.ex.: prozac). Reavaliar em 3-4 semanas. Se não houver resposta, associar inibidor da recaptação de noradrenalina/antidepressivo. É importante monitorar os efeitos colaterais e manter a dose da remissão por até 9 meses.
Para o tratamento das formas graves, usa-se antidepressivos associados (8 classes) à psicoterapia. Alteranativamente, pode-se usar eletroconvulsoterapia (ECT). Transtorno bipolar: é semelhante a um psicose. É grave, atípica, sem sintomas removíveis por estímulos (p. ex.: atividade física, conversa, dieta, etc. Útil para a depressão unipolar), respondendo somente a fármacos.
Ansiedade: é um aumento na descarga noradrenérgica. O pânico é o ápice da ansiedade. Alguns exemplos são:
Ansiedade generalizada: nervismo, preocupação multifocal, antecipação do pior, catastrofização, hipocondria, etc com manifestações físicas (tremor, taquicardia, hiperpinéia, inquietação). Pode ser tratada com atividades físicas com estados de anaerobia (CO2 abre canais de Ca2+ com influxo de K+ com melhor troca iônica e estabilização serotoninérgica), atividades mentais (mesmo mecanismo do físico), dietas ricas em cálcio e em proteína (carreia o medicamento para passar a barreira hematoencefálica e exposição solar (metabolismo do cálcio).
Síndrome do pânico: sensação de morte.
Agorafobia
Fobia social
Fobia simples
Etc
Ocorre em 2 mulheres para cada 1 homem, no início da vida adulta e é mais encontrado na atenção básica. Sua evolução é crônica, com sintomas egossintônicos (quadros silenciosos, com consciência da fonte de ansiedade) com demora pra procurar ajuda. ). Assim, é importante haver a psicoeducação (explicar detalhadamente sobre a natureza da doença, tranquilizar quanto ao medo de morte e perda controle e quanto à
natureza das preocupações), estimular atividades físicas e restringir cafeína e tabaco , bem como orientar como proceder durante as crises.
O diagnóstico diferencial é feito com hipertireoidismo e abuso de estimulantes (p.ex. café).
São indivíduos mais alegres, mas essa patologia pode ser a porta de entrada para a depressão.
O tratamento pode ser feito na atenção básica, com boa evolução. Baseia-se na medição diária dos sintomas de preocupação (TAG), com diários de pânico, agorafobia com uso de escalas padronizadas.

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