Médico radiologista, com atuação em radiologia geral e musculoesquelética.

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1. Displasia do Desenvolvimento do Quadril (popular: Luxação Congênita do Quadril)

  • Feminino 4:1
  • Esquerdo
  • 3 a 5 casos/1000
  • Padrão poligênico
  • Fatores de risco: história familiar positiva, primeira filha, gestação gemelar, oligodrâmnio, cesariana, apresentação de nádegas.
  • Associada a torcicolo/deformidade dos pés
  • Diagnóstico: Recém-nascido: Ortolani (quadril luxado), Barlow (quadril luxável – instabilidade), Pregas Assimétricas; preferencialmente na sala de parto.
  • Ortolani: posição de estabilidade do quadril: flexão e abdução
  • Barlow: posição de instabilidade do quadril: extensão e adução
  • Sinal de Galeazzi: discrepância aparente dos membros inferiores.
  • Pregas Cutâneas Assimétricas
  • Confirmação diagnóstica: US (diagnóstico precoce)
  • Início da marcha: claudicação, encurtamento, Trendelenburg (insuficiência do glúteo médio)
  • Radiografias (em crianças com mais de 5 meses)
  • Ultrassom (mais efetivo)
  • Tratamento: Suspensório de Pavlik, Fraldas triplas, redução cruenta e gesso.

Sinovite Transitória

  • Aguda
  • Entre 4 e 8 anos
  • Após quadro infeccioso viral
  • Marcha claudicante
  • Sem encurtamento
  • Ultrassom
  • Exames sanguíneos

3. Doença de Legg-Calvé-Perthes

  • Necrose avascular da epífise femoral proximal
  • Autolimitada e idiopática
  • Fases: necrose, fragmentação, reossificação, sequela
  • 4 a 9 anos
  • 5:1 meninos, brancos
  • 10-12% bilateral
  • Dor crônica e limitação da mobilidade
  • Quadril e/ou joelho: sinal do obturador
  • Claudicação
  • Sem encurtamento
  • Confirmação diagnóstica: Radiografia
  • Ressonância
  • Cintilografia
  • Tratamento conservador: contenção

2. Epifisiólise

  • Escorregamento da epífise proximal femoral por lesão da fise (camada hipertrófica)
  • Direção do escorregamento: para baixo e para trás
  • Sexo masculino, início da adolescência, negros
  • Dor e claudicação
  • Limitação de adução e rotação interna
  • Sinal de Drehman: flexão limitada do quadril com 35° de rotação lateral
  • Sinal do obturador: dor referida no joelho
  • Radiografias: panorâmica AP; observar linha de Klein; sinal de Steel e Trethowan
  • Camada hipertrófica da placa de crescimento
  • Meninos, lado esquerdo
  • 60% bilateral
  • Perfil físico adiposo genital (genitália hipodesenvolvida) ou altos e magros
  • Classificação
  • Aguda  (dor menos de 3 semanas) / Crônica  (dor mais de 3 semanas)
  • Estável  (faz carga no membro afetado) / Instável
  • Grau de Escorregamento: 0 (pré-escorregamento; fise doente, alargada), 1, 2 e 3
  • Complicações: condrólise e necrose
  • Tratamento Cirúrgico (sempre): fixação in situ da epífise femoral proximal

Pé Torto Congênito

  • Deformidade congênita mais frequente do pé 1/1000
  • Masculino
  • 50% bilateral
  • Equino varo cavo aduto
  • Hereditariedade
  • Etiologia com muitas teorias
  • Associação com neuromusculares
  • Ponseti (80% correção)

Osteogênese Imperfeita

  • Doença genética
  • Colágeno tipo I
  • Braço longo cromossomos 7 e 17
  • Cadeias formadoras do pró-colágeno I
  • Osso, dentina, esclera e ligamentos

Displasia do desenvolvimento do quadril
Articulação instável – facilidade de luxação do quadril
Fatores de risco: historia familiar positiva, sexo feminino, apresentação pélvica, oligodramnnio, gemelaridade
Diagnóstico: manobra de Barlow (quadril luxável) – adução do quadril + pressão posterior (positivo – palpa luxação) e manobra de Ortolani (quadril luxado) – abdução do quadril (positivo – click/estalido por conta da redução); confirmar com USG.
Tratamento: suspensório de Pavlik (quadril em abdução e flexão).
Doença de Legg-Calvé-Perthes
Necrose avascular da cabeça (ou epífise) femoral
Fisiopatologia: isquemia idiopática da cabeça femoral; revascularização com remodelação defeituosa; incongruência articular – artrose na vida adulta.
Clínica: menino 8-15 anos; claudicação; dor em virilha, face interna da coxa e do joelho; dificuldade de rotação interna e abdução do quadril.
Diagnóstico: Rx quadril – incidência em AP e incidência de Lauenstein (posição de rã) – colapso da epífise femoral + aumento do espaço articular.
Tratamento: contenção da cabeça femoral junto ao acetábulo: imobilização (órtese) ou cirurgia.
Sinovite transitória do quadril
Idiopática
Clinica: criança com claudicação, dor no quadril irradiando para coxa e joelho (lembra Dça. De Perthes) após infecção respiratória viral!
Tratamento: repouso + analgésico + AINE.
Epifisiólise
Deslizamento da epífise da cabeça femoral (através da fise)
Clínica: menino 8-15 anos; claudicação; dor em virilha, quadril e joelho; sinal de Drehman – na flexão do quadril também ocorre rotação externa.
Diagnóstico: Rx em AP e Rx “de rã” – linhas de Klein – normal atravessa cabeça femoral, epifisiólise não atravessa cabeça femoral.
Tratamento: fixação através de parafuso (epifisiodese)
Doença de Osgood-Schlatter
Inflamação da tuberosidade da tíbia (epifisite tibial proximal)
Clínica: menino 8-15 anos; praticante de esporte; dor + edema + tumoração tibial anterior.
Diagnóstico: clínica + Rx c/ fragmentação da tuberosidade tibial anterior.
Conduta: conservadora – repouso + analgésico + AINE + joelheira.

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