Médico radiologista, com atuação em radiologia geral e musculoesquelética.

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FRATURAS FISÁRIAS

Anatomia da Fise

Fise: cartilagem de crescimento entre epífise e metáfise (mais fraca que ligamento no adulto)

Luxação é rara em crianças

Camada reserva

Camada proliferativa

Camada hipertrófica: células em maior número e tamanho e menos MEC (menos rigidez)

Classificação de Salter e Harris (1963)

I: lesão da fise

II: extensão metafisária (80%) – triângulo metafisário de Thurston-Holland

III: extensão epifisária

IV: lesão longitudinal

V: compressão da fise

VI: lesão do anel conjuntivo pericondral

Tratamento

Redução fechada + gesso

Redução fechada + fixação percutânea

Redução aberta + fixação

Complicações

Barra óssea: fechamento prematuro da fise

– incompleta: fechamento parcial da fise

– completa: fechamento total da fise

FRATURAS EXPOSTAS

Definição: fratura associada à lesão de pele e partes moles (invólucro) permitindo o contato do osso ou do hematoma fraturário com o meio externo (contaminação óssea).

Classificação (Gustilo e Anderson- 1976)

I – ferida puntiforme < 1 cm (ferida pelo próprio osso quebrado): contaminação mínima, lesão de partes moles mínima, lesão óssea simples. Dúvida se houve exposição óssea: pesquisar na ferida sangue com gotículas de gordura.

II – ferida 1-10 cm (ferida pela energia do trauma): contaminação moderada, lesão de partes moles moderada, lesão óssea moderada.

III – ferida > 10 cm (ferida pela energia do trauma): contaminada, lesão de partes moles grave (A- cobertura cutânea possível, B- cobertura cutânea impossível, C- com lesão vascular que necessita reparo), lesão óssea multifragmentada.

Casos Especiais: independente da ferida, classifica-se com grau III

– PAF alta energia

– Ambiente rural

– Fraturas segmentares (complexa e não cominutiva)

Atendimento Inicial

Atendimento ao politraumatizado

Avaliação da ferida + curativo estéril e imobilização provisória

Estudo radiográfico

ATB profilático (48-72 horas) + profilaxia antitetânica

Profilaxia antibiótica

Graus I e II: cefalosporina de 1a. geração

Grau III: cefalosporina de 1a. geração + aminoglicosídeo

Ambiente rural: associar penicilina cristalina

Tratamento Cirúrgico (sempre)

Urgência ortopédica  (6h): acima desse tempo, considerar fratura infectada

Lavagem Mecânico-Cirúrgica  + debridamento

Estabilização da fratura: fixador externo × estabilização definitiva

IIIC: sutura da artéria depois da fixação do osso

Indicações de Amputação nas Fraturas Expostas da Tíbia

Índice Mess (maior ou igual a 7)

MEDICINA ESPORTIVA

Fratura de stress

  • Simula um tumor
  • Sem alteração do estado geral
  • Exames de sangue normais
  • Relação com sobrecarga
  • Radiografias após 15 dias, Ressonância e cintilografia

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