As doenças cerebrovasculares estão no segundo lugar no topo de doenças que mais acometem vítimas com óbitos no mundo, perdendo a posição apenas para as doenças cardiovasculares.
Manifestação clínica inicial:
Icto transitório
Pequeno icto
Icto completo
Icto em evolução
Sintomas associados à circulação anterior
A- Disfunção motora contralateral
B- Perda visual no olho ipsilateral
C- Hemianopsia homônima contralateral
D- Afasia
E- Distúrbio sensitivo contralateral
Sintomas associados à circulação posterior
A- Disfunção motora em qualquer combinação
B- Perda visual uni/bilateral homônima
C- Distúrbios sensitivos uni/bilaterais
D- Distúrbio do equilíbrio
E- Alterações em nervos cranianos
Diagnósticos diferenciais
Tóxico/Metabólico
Enxaqueca acompanhada
Paralisia pós ictal
Tumores
Avaliação clínica inicial
Geral: arritmias, respiração, hipertensão.
Neurológica: Nível de consciência, tipo de AVC, Localização, Gravidade.
Escala de AVC (NIH): pontuação 0 a 42, sendo leves abaixo de 4 pontos e com déficits graves > 22 pontos.
Escalas de Hunt&Hess, Fisher, Rankin, Índice de Barthel.
- AVC isquêmico ou AIT com fibrilação atrial persistente ou paroxística iniciar profilaxia com anticoagulação oral com ajuste da dose da warfarina (RNI entre 2 e 3 – alvo 2,5).
•O aumento da idade isoladamente não é contraindicação para o uso do anticoagulante oral.
•Apesar de não haver consenso na literatura, depois de AIT ou AVC menor, a anticoagulação pode ser iniciada imediatamente.
•Casos moderados podem ser iniciados em 5 a 7 dias e, quando a área infartada é extensa, o tempo mínimo para o início da anticoagulação pós-AVC é de algumas semanas (2 semanas), recomendando-se análise individualizada dos casos.
1- associados com hipercoagulabilidade relativa:
* anticorpos Antifosfolipídio (a PL ):
-anticorpos anticardiolipina
-anticoagulante lúpico
* síndrome paraneoplásica
* infecções graves
* pós-trauma severo
* gravidez
* anticoncepcionais orais
2- associados com anorm. de anticoagulantes naturais:
* Antitrombina 3
* Proteína C
* Proteína S
3- outras condições:
* deficiência de plasminogênio
* concentração excessiva de ativador / inibidor
de plasminogênio
* trombocitemia essencial
* policitemia
* púrpura trombocitopênica trombótica
* coagulação intravascular disseminada
Escala de HUNT & HESS
I assintomático, cefaleia discreta, rigidez de nuca leve
II cefaleia moderada a grave, rigidez de nuca, sem déficit exceto paresia de nervos cranianos
III sonolência, confusão mental, sinais focais leves
IV torpor, hemiparesia moderada a severa, alterações vegetativas
V coma profundo, rigidez de descerebração
IRM: DIFUSÃO & PERFUSÃO
Padrões de infarto diferentes podem ser identificados através das técnicas de difusão e perfusão da IRM
A difusão reflete o núcleo infartado irreversivelmente danificado e a perfusão toda área de hipoperfusão
A diferença de volume entre os dois corresponde a penumbra (tecido isquêmico que pode responder ao tratamento)
FSC X PIC
O crânio é um compartimento rígido, preenchido por cérebro (80%), sangue (10-12%) e LCR (8-10%).
Doutrina de Monro-Kellie: equilíbrio entre os compartimentos.
Objetivo: manter PIC normal
FSC X PIC
Consumo de oxigênio (TMCO2=taxa metabólica cerebral de oxigênio):
3,5 cm³ / 100g tecido neural / minuto = 15 – 20% do consumo corporal total
Consumo de glicose:
5,5mg / 100g tecido neural / min (85% para combustão de oxigênio)
2g de estoque (glicogênio e glicose) = 90 min de manutenção das funções básicas, quando em hipoglicemia severa
FSC é mantido por:
A) vaso-dilatação intra-craniana e abertura de vasos comunicantes quando:
TMCO2 (ex. anemia aguda)
PCO2 (ex. narcose – aumento de 70% da PCO2 duplica o FSC)
Pressão de perfusão (ex. choque) até PAM de 60mmHg
B) vaso-constrição intra-craniana, principalmente quando aumenta a pressão de perfusão (PAM até 140mmHg, exceto em hipertensos crônicos)
Depende de:
TMCO2 (ou demanda média de consumo de O2 )
Pressão parcial de CO2
Pressão parcial de O2
Pressão de perfusão cerebral
FSC (em ml/100g/min)
50 = Função neuronal normal
40-50 = Vaso-dilatação compensatória
30-40 = Aumento da extração de O2; função neuronal normal e glicólise anaeróbica (vaso-dilatação compensatória); (hipert. art. sistemática)
15-30 = Falência elétrica das membranas neuronais (despolarização anóxica)
Metabolismo oxidativo reduzido (penumbra isquêmica)
Bombas metabólicas inibidas
Aumento de glutamato (glutamato toxicidade)
Abertura de canais de cálcio voltagem-sensitivas -> Influxo de cálcio intra-celular -> influxo de sódio intra-celular -> edema neuronal e glial <10 = Interrupção da síntese de ATP
Falência das bombas iônicas
Aumento da produção de radicais livres > peroxidação lipídica e proteólise > fragmentação da membrana neuronal.
Existem fortes evidências que morbidade e mortalidade pós AVC pode ser reduzida com tratamento apropriado. Assim, esses pacientes devem ser imediatamente avaliados e tratados.
Avaliação urgente é dirigida primariamente a determinar se o AVC isquêmico (AVCI) é a provável causa dos sintomas do paciente e se este pode ser tratado com rt-PA intravenoso.
Em 1996, a FDA aprovou o rt-PA IV para o uso selecionado no AVCI agudo, com menos de três horas do início.
Conclusão dos Estudos: aumento de 30% na probabilidade de ficarem com mínima ou nenhuma incapacidade. CONTUDO:
de 10 X no risco de hemorragia intracraniana fatal (3% vs 0,3%).
de 10 X na frequência total de hemorragia sintomática (6,4% vs 0,6%).

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