1. INTRODUÇÃO
1.1. Definição
- Dilatação > 50% do diâmetro esperado do vaso
- Dilatação não patológica (< 50%): ectasia vascular
1.2. Causas
- Aterosclerose: Aneurismas degenerativos: Inflamação – infiltração de linfócitos T e B – metaloproteinases (elastase e colagenase) – degradação da elastina e do colágeno
- Infecção: sífilis
- Vasculite
- Trauma
1.3. Aneurismas degenerativos
- Aneurisma de aorta: infrarrenal (mais comum)
- Ilíacas
- Poplíteas
- Femorais
- Outras: MMSS
2. ANEURISMA DE AORTA
2.1. Tipos
- Tipo I: Infrarrenal
- Tipo II: Justarrenal
- Tipo III: Pararrenal
- Tipo IV: Toraco-abdominal
2.2. Fatores de risco
- Masculino
- Tabagismo (78%)
- Idade avançada
- Etnia branca
- Hipertensão (40%)
- Hipercolesterolemia
- História familiar
- DPOC
- DM não é fator de risco!
2.3. Diagnóstico
- Radiografia de abdome
- USG de abdome: melhor exame para rastreio
- TC de abdome: melhor exame para detecção e para programação cirúrgica
- Angiorressonância magnética: para alérgicos ao iodo
- Arteriografia não é indicada no caso!
2.4. Rastreamento
- Com fatores de risco: entre 65 e 85 anos
- História familiar: a partir de 50 anos
- Acompanhamento depende do tamanho: <= 2,5 cm – sem acompanhamento, 2,6 a 2,9 cm – 5/5 anos, 3,0 a 3,4 cm – 3/3 anos, 3,5-4,4 cm – 1/1 ano e 4,4 a 5,4 cm – 6/6 meses
2.5. Manejo Clínico
- Acompanhamento com USG
- Interromper tabagismo
- Controle pressórico (HAS): IECA e BRA são os ideais! Bbloq não!
- Avaliar intervenção eletiva
- Quando intervir? Homens > 5,5 cm; mulheres > 5 cm (risco de ruptura é maior); taxa de crescimento > 5 mm/6 meses ou 1 cm/1 ano; sintomas e/ou complicações (dor lombar ou abdominal inespecífica)
2.6. Intervenção
- Reparo aberto: transperitoneal (manobra de Mattox, reparo infrarrenal, ressecção aneurisma, prótese Dacron/PTFE, artéria mesentérica inferior: ligadura ou reimplante) e retroperitoneal (difícil acesso trans)
- Endovascular: comorbidades, risco elevado, anatomia favorável (colo infrarrenal – aorta saudável – 15 mm, ilíacas comuns 20 mm, alternativa – ilíaca esquerda)
2.7. Ruptura do Aneurisma de Aorta
- Complicação mais temida!
- Tríade: massa pulsátil + dor abdome (irradia para o dorso e forte) + hipotensão
- Estável = TC abdome + endovascular
- Instável = balão de oclusão + aortografia
- Anatomia favorável = endoprótese
- Não ou falha = laparotomia
- Colite isquêmica (30% dos casos)
3. OUTROS TIPOS DE ANEURISMA
3.1. Aneurisma de Ilíaca
- 2° mais comum: 20% com AAA
- Compressão/erosão adjacente
- Obstrução ureteral
- Compressão neural (femoral, obturador…)
- Equimose perianal
- Melhor exame: TC e/ou RM
- Intervenção cirúrgica > 3 cm
3.2. Aneurisma de Poplítea
- Aneurismo periférico mais comum
- Sintomas: isquemia MMII e tromboembolismo
- Síndrome do dedo azul
- Duplex scan arterial (Doppler)
- Ligadura + bypass femoropoplíteo
- Sintomáticos ou > 2 cm
- Sabiston 19° edição: indicação cirúrgica sempre!
3.3. Aneurisma de Femoral
- Mais comum na artéria femoral comum
- Semelhante ao poplíteo
- Muitas complicações tromboembólicas
- Indicação cirúrgica sempre!
- Revascularização com prótese
- Pseudoaneurisma de art. femoral: lesão iatrogênica pós-punção com cateterismo
Definição
- Dilatação do vaso causado por laceração do vaso gerando acúmulo de sangue na cada íntima
Fatores de risco
- Pressão luminal: hipertensão (72%), aterosclerose (31%), cocaína e crack, atividade física exacerbada.
- Alteração molecular: (fibrilina-1 na matriz celular alterada) doenças do tecido conjuntivo, coarctação da aorta, valva aórtica bicúspide, síndromes de Marfan e de Turner. Principal em jovens (< 40 anos)
- DM não é fator de risco!
Manifestações clínicas específicas/Classificação
- Tipo I (A): toda a aorta (ascendente + descendente)
- Tipo II (A): limitado à aorta ascendente
- Tipo III (B): limitado à aorta descendente
- Tipo A: dor retroesternal, súbita, grande intensidade, migra para o dorso (extensão para descendente), migra para a lombar (extensão para abdominal). Sinais sugestivos: diferença de PA > 20 mmHg entre MMSS – subclávia, déficit neurológico focal/sopro carotídeo – carótida, sopro de insuficiência aórtica aguda – folheto valva. Exame diagnóstico: ecocardiograma transesofágico e angiotomografia de tórax.
- Tipo B: dor torácica dorsal, dor toracolombar, grande intensidade
Tratamento
- Internação hospitalar UTI
- Controle da PA (beta-bloq!): propanolol/labetalol IV – dose de ataque; PAS = 120 – 100 mmHg; nitroprussiato após controle inicial
- Tratamento cirúrgico/intervencionismo: Tipo A + trombo: cirurgia + enxerto PTFE; Tipo B + estável + assintomático: conservador; Tipo B + complicação: cirurgia ou endovascular. Complicações: dor persistente – dilatação > 5,5 cm aorta – isquemia / propagação distal – dissecção retrógrada.
Claudicação Intermitente
Microcirculação – DM!
Fatores de risco
- Iguais da aterosclerose + DM!
Manifestações clínicas específicas
- Claudicação intermitente + diferença de pulso + achados especiais
Diagnóstico e Classificação
- Sintomatologia: semiologia da claudicação
- Femoral profunda
- Poplítea
- Tibial posterior: medial
- Femoral superficial
- Tibial anterior: lateral
- Dorsal do pé
- Síndrome de Lerish: claudicação do glúteo + impotência sexual
- Exame físico
- Pulsos + temperatura + pele + pelos – bilateralmente!
- Sinais de isquemia crítica
- Dor em repouso e/ou úlceras isquêmicas
- Diagnóstico final
- Clínica + doppler ou arteriografia
Classificação da Gravidade
- Índice tornozelo/braquial (ABI: ankle brachial index)
- Pressão medida pelo USG Doppler
- Pressão sistólica do tornozelo
- Pressão sistólica do braço
- Calcular a relação ABI = Pt/Pb
- Normal = ABI > 1-1,2
- Claudicação = ABI entre 0,5 e 0,7
- Isquemia crítica = ABI < 0,4
- Fontaine
- Rutherford
Tratamento
- Clínico
- Tabagismo (54 – 18%)
- Hipertensão (130×85 mmHg)
- Atividade física
- Cilostazol!!!
- Intervencionista
- Sintomas incapacitantes
- Terapia endovascular: lesões acima do joelho
- Revascularização: bypass aortobifemoral (PTFE)
- Lesões tibiofibulares: evitar prótese (trombose), preferir enxerto de safena
- Amputação: infecção extensa, isquemia crítica e terapia refratária.
Emergência vascular!
Manifestações Clínicas
- Regra dos 5 Ps
- PAIN = DOR
- Palidez = pailor
- Pulso ausente = pulselessness
- Parestesia = paresthesia
- Paralisia = paralysis
- 6º Poiquilotermia = varia de acordo com o ambiente (geralmente, frio)
Conduta e Tratamento
- Heparinização sistêmica (suspeita…)
- Avaliar arteriografia (< 4-6h sintomatologia)
- Embolectomia cirúrgica ou com Fogarty
- Trombólise Intra-Arterial (rtPA)
Síndrome de Reperfusão (Síndrome Mionefropática)
- Complicação do tratamento
- Hipercalemia
- Acidose lática
- Mioglobinúria – IRA nefrotóxica
- Síndrome compartimental – edema
Varizes
Ectasia venosa
Fatores de risco
- Idade
- Mulheres: progesterona (diminuição da resistência da parede venosa) e estrogênio (em elevadas concentrações, relaxamento da parede muscular lisa ao redor das vênulas)
- Familiar
- Atividade
- Neoplasias
Fisiopatologia
- Contração dos músculos do MMII
- Sistema valvular incompetente: refluxo venoso crônico durante a contração muscular. Válvulas tornam o fluxo unidirecional.
- Dilatação venosa retrógrada: veias varicozas, edema, hiperpigmentação da pele, úlcera úmida
Clínica
- Alteração estética
- Dor
- Edema
- Peso
- Úlceras: úmidas, menos dolorosas, fundo sujo, bordos elevados e infecções presentes
Diagnóstico e Classificação
- Classificação CEAP
- C: Clínica
- 0: sem sinais de doença venosa
- 1: telangectasias ou veias reticulares – escleroterapia estética
- 2: veias varicosas – safenectomia
- 3: edema – meias elásticas (> 35 mmHg) + venoativos
- 4: alterações cutâneas (hiperpigmentação, eczema…) – meias elásticas + ligar as perfurantes
- 5: classe 4 + úlcera cicatrizada – safenectomia + meias elásticas
- 6: classe 5 + úlcera ativa – safenectomia + meias elásticas
- E: Etiológica
- Congênita
- Primária
- Secundária
- A: Anatômica
- Veias superficiais
- Veias profundas
- Veias perfurantes
- P: Fisiopatológica
- Refluxo
- Obstrução
- Refluxo + Obstrução
- Diagnóstico
- Ultrassonografia com Doppler: grau de acometimento, local afetado (superficial, profundo…), patência do sistema perfurante e profundo
- Flebografia: ascendente: parede, válvulas e lumen; descendente: caracteriza refluxo venoso; insuficiência venosa crônica grave
Tratamento
- Clínico
- Conservador: meias elásticas, deambular, elevar os membros 2x/dia, bota de Unna, esclerose varizes
- Cirúrgico
- Estética
- Sintomas refratários
- Sangramento
- Lipodermatofibrose
- Trombofletibes superficiais
- Úlcera com infecção

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