Médico radiologista, com atuação em radiologia geral e musculoesquelética.

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CIRURGIA DE OBESIDADE

Revisão: Fisiologia

  • Cél. oxíntica: grelina (orexígeno)
  • Adipócito: leptina (anorexígeno)
  • Íleo terminal: GLP-1 e PYY (anorexígeno)
  • Duodeno e jejuno: GIP e CCK (anorexígeno)

Indicações e Critérios

  • Como classificar os obesos? IMC.
    • Sobrepeso: 25 a 29
    • Obesidade grau I (leve): 30 a 34,9
    • Obesidade grau II (moderada): 35 a 39,9
    • Obesidade grau III (mórbida): >= 40
    • Superobesidade: >= 50
  • Comorbidades da Obesidade
    • HAS
    • DM 2
    • Artroplastia degenerativa
    • Apneia do sono
    • Cardiomiopatia da obesidade
    • Limitações
  • Quem deve e pode realizar uma cirurgia bariátrica?
    • Deve (indicações): IMC >= 40 ou IMC >= 35 + comorbidades
      • Excesso de 45 kg, 100% acima do peso, IMC 30-35 + comorbidade grave
    • Pode (critérios): obesidade há 2 anos (estável), falha terapêutica por 3-6 meses, não dependente químico, idade 18-65 anos, ausência de distúrbios endócrinos, avaliação psicológica.

Técnicas Cirúrgicas

  • Restritivas: exclusivamente restritivas. Gastroplastia “Mason” (ou banda gástrica vertical), Sleeve Gastrectomy e Banda Gástrica Ajustável
    • Sleeve Gastrectomy
  • Mistas: muito restritivas, moderadas disabsortivas. Fobi-Capella e Wittgrove
  • Disarbsortivas: muito disabsortivas, moderada restritivas. Cirurgia de Scopinaro e Duodenal Switch
    • Cirurgia de Scopinaro: derivação biliopancreática, hemigastrectomia distal-horizontal (200 mL volume), alça alimentar  (200 cm), canal comum (50 cm), colecistectomia profilática, muitas complicações  (úlceras marginais)
    • Duodenal Switch: modificação de Scopinaro, cirurgia em 2 tempos, gastrectomia vertical “em manga” (150-250 mL em volume), perda de peso/redução da grelina, derivação biliopancreática, colecistectomia, apendicectomia.
    • Sleeve gástrico laparoscópico: primeiro tempo do switch duodenal, possibilidade de conversão para bypass, menor taxa de déficit nutricional, menos anastomoses, mais rápido, menos complicações.
    • Bypass gástrico em Y de Roux: Fobi-Capella (anel de silicone), Wittgrove (videolaparoscópica), pequeno reservatório gástrico  (20-30 mL), gastroentero “alça alimentar” (60-150 cm), enteroentero “alça enzimática”

Complicações e Cuidados Pós-Operatórios

  • Analgesia + fisioterapia respiratória
  • Profilaxia TVP (meias elásticas) + heparina baixo peso molecular
  • Deiscência de anastomose (taquicardia)

Complicações

  • Bypass gástrico: eventos coronários, deiscência de anastomose, fístula entérica, hérnia de Petersen, deficiência vitamínica.
  • Restritivos (sleeve): intolerância alimentar, refluxo esofágico, deslocamento da banda, erosão da mucosa, sangramento na linha de campo.
  • Disabsortivos: desnutrição proteica, deficiência Fe/Ca, deficiência vitamínica, úlcera de boca anasto, dumping.

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