Dengue
FEBRE AMARELA
Introdução
- Etiologia: arbovírus da família Flaviviridae – RNA vírus
- Transmissão vertical: mosquitos
- Período de incubação: 3 a 6 dias
- Período de transmissibilidade: 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e até 3 a 5 dias após o início dos sintomas – viremia – infecção de mosquitos
Transmissão
- Forma Silvestre: Haemagogus sp. e Sabethes sp.
- Forma Urbana: Aedes aegypti
- Variação sazonal: janeiro a março (meses chuvosos – proliferação do vetor)
Epidemiologia
- África: endêmica
- Transmissão urbana: Aedes aegypti
- Variação: epidemias
- Baixa cobertura vacinal
- América Central/do Sul: epidêmica
- Transmissão silvestre: Haemagogus sp. e Sabethes sp.
- Último surto urbano: Trinidad, 1954; Brasil, 1942
- Brasil: campanhas de erradicação: início séc. XX
- Últimos casos urbanos: Acre, 1942
- 1997 a 2003: expansão das áreas de transmissão rumo ao leste e sul do país – redefinição da área de transição e surgimento de áreas de risco potencial
- 2007/08: Emergência de Saúde Pública de Interesse Nacional (ESPIN): 77% comprovadamente não vacinados
- 2008/09: Áreas com recomendação de vacina contra a Febre Amarela no Brasil: mantidos todos os municípios endêmicos; abrangência de todo o Estado de MG; inclusão das regionais de Araraquara e Bauru (SP); inclusão de 157 municípios do PR; retirada das áreas de risco potencial do sul da BA e norte do ES.
- 2009: ESPIN São Paulo e Rio Grande do Sul
- Todos os casos foram relacionados a atividades de lazer e/ou trabalho em área rural e não eram vacinados contra a febre amarela.
Patogênese
- Picada – linfonodos regionais – disseminação hematogênica
- Principal alvo: FÍGADO – dano hepatocelular intenso (60% morte de hepatócitos) – hepatite grave e insuficiência hepática – febre íctero-hemorrágica
- Lesão renal: necrose tubular e pré-renal
- Fenômenos hemorrágicos: deficiência de fatores da coagulação, CIVD, lesão endotelial, plaquetopenia
- Efeito citopático direto do vírus: fenômenos imune-mediados
- Inativação viral: Ac neutralizantes
- Injúria celular, formação de EROs, dano celular, microtrombose, anóxia tecidual e choque
Quadro Clínico
- Febre alta, cefaleia, mialgias, sinal de Faget (dissociação entre temperatura e pulso)
- Sangramentos leves
- Resolução espontânea em 2 a 3 dias
- Forma grave (10%) -> letalidade 20-50%
- Reaparacimento da febre
- Insuficiência hepática (AST > 1000 U/L)
- Manifestações hemorrágicas (“vômito negro”) – CIVD
- Óbito entre o 7º-10º dia de doença
- Infecção: viremia (pico 2º e 3º dia)
- Febre, calafrios
- Cefaleia, mialgia
- Dor lombar
- Hepatomegalia
- Dor abdominal
- Remissão (48 horas)
- Intoxicação: anticorpos
- Viremia
- Febre
- Icterícia
- IRA
- Hemorragias
- Encefalopatia
- Coma, choque
- Óbito
Alterações Laboratoriais
- Hemograma: leucopenia (neutropenia) e plaquetopenia
- VHS próximo de ZERO!
- Formas graves:
- Elevação de transaminases e bilirrubinas (Aminotransferases > 1000 U/L e Bilirrubina total 2-10 mg/dL)
- Coagulopatias: TP, TTPa, TS (Aumento TP + Trombocitopenia + Hipofibrinogenemia (CIVD)
- Elevação de ureia e creatinina, albuminúria
Diagnóstico Específico
- Primeira semana: PCR
- 7 a 10 dias: sorologia IgM MAC-ELISA ou IFI
Tratamento
- Não há tratamento: suporte clínico – ambiente de UTI – direcionado para manifestações
- Correção de distúrbios hidroeletrolíticos
- Plasma fresco
- Hemodiálise
- Não há tratamento anti-viral específico
Profilaxia
- Medidas de controle do vetor em áreas urbanas – inviável em ambiente silvestre
- Vacina anti-amarílica
- Vírus vivo atenuado – cepa 17D
- Dose única a partir dos 6 meses de idade – reforço a cada 10 anos
- Áreas endêmicas e de transição: PNI
- Recomendada para viajantes a áreas endêmicas (10 dias antes)
- Regra dos “10”: 10 dias antes, proteção por 10 anos
- Para visitantes/moradores das áreas de risco!
- Contraindicada em imunodeprimidos, gestantes e alérgicos ao ovo
chikungunya e Zika
Ebola

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